| INDICE
DE NOTÍCIAS:
[03/2007] -
Voluntários para pesquisa sobre sono (Revista Pesquisa
Fapesp, 05/2007)
[03/2007] - Exercício compensa privação
de sono (Estado de São Paulo, 03/2007)
[03/2007] - Exercício Físico protege o organismo
contra danos provocados pela privação de sono
(Revista Pesquisa FAPESP, 03/2007)
[03/2007] - CNPQ apresenta o CEPE à comunidade científica
[04/2006] - Idosos x Jovens (Globo Repórter,
04/2006)
[04/2006] - Exercícios melhoram a memória
dos idosos (Folha de São Paulo, 04/2006)
[11/2005] - Atletas de corrida de aventura são
voluntários em estudo de privação de sono
[10/2005] - Ecomotion PRÓ 2004
[10/2005] - Pesquisa da Unifesp estuda efeitos
da privação de sono
[10/2005] - Exercício é alternativa
para tratar Síndrome das Pernas Inquietas
[01/2004] - Estudo comparativo das capacidades
aeróbia e anaeróbia de adolescentes com obesidade
severa na cidade de São Paulo
|
[05/2007] |
Voluntários
para pesquisas sobre sono |
| |
O Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício
(CEPE) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) está
recrutando voluntários para três pesquisas sobre distúrbios
do sono. Os estudos serão feitos no próprio CEPE (Rua
Marselhesa 535, Vila Clementino, zona sul de São Paulo),
perto da estação de metrô Santa Cruz, e não
terão nenhum custo aos seus participantes.
O primeiro estudo requer idosos do sexo masculino, com idade
entre 65 anos e 80 anos, para participar de um programa de exercícios
físicos em esteira e/ou musculação. O objetivo
da pesquisa em questão é avaliar o efeito da prática
regular de exercícios sobre a capacidade funcional, o sono
e a memória de idosos. Os interessados não devem
apresentar doenças crônicas.
O segundo estudo tratará da influência de três
diferentes tipos de exercício físico no padrão
de sono de pacientes com insônia. Os pesquisadores do CEPE
pretendem avaliar o efeito agudo e crônico de diferentes
tipos de exercício físico (aeróbio contínuo,
aeróbio intervalado e resistido) no padrão de sono
de pacientes com insônia crônica primária.
Serão selecionados 80 pacientes com insônia (homens
e mulheres) com idades entre 30 e 55 anos. O estudo terá
duração de seis meses.
Por fim, o terceiro estudo avaliará a influência
dos diferentes tipos de exercício físico (esteira,
bicicleta e musculação) no padrão e eficiência
do sono de indivíduos sedentários. Para o estudo,
serão selecionados homens e mulheres clinicamente saudáveis
com idades entre 18 anos e 60 anos. Os voluntários serão
submetidos a exames polissonográfico, de sangue e composição
corporal. Além disso, realizarão um programa de
exercício físico semanal, três vezes por semana,
durante seis meses.
Mais informações: Estudo sobre idosos:
contatar Rita, Valter ou Viviane
Tel: (11) 5572-0177 / 5083-6900
E-mail: projetoidosos@hotmail.com
Estudo sobre insônia crônica primária: contatar
Giselle Soares
Tel.: (11) 5572-0177
E-mail: gisasoares@hotmail.com
Estudo sobre sono e exercício: contatar Daniel, Alexandre,
Alberto ou Ernani
Tel.: (11) 5572-0177
Matéria na íntegra AQUI |
|
[03/2007] |
Exercício
compensa privação de sono |
| |
Os danos físicos e mentais causados
por muitas horas deprivação de sono podem ter um outro
remédio além da cama macia e quentinha – um
pouco de atividade física. Estudo feito na Universidade Federal
de São Paulo (Unifesp) mostra que ao se exercitar, pessoas
que trabalham em jornadas muito longas ou irregulares conseguem
proteger o corpo dos efeitos nocivos das poucas horas dormidas.
Matéria na íntegra AQUI |
|
[03/2007] |
Corpo no limite |
| |
matéria publicada na Revista
Pesquisa Fapesp em o3/2007
Em 2003 um breve telefonema pôs fim a meses de busca dos pesquisadores
Marco Tulio de Mello e Hanna Karen Antunes, do Instituto do Sono
da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Estudiosos
dos efeitos que o exercício físico produz sobre o
organismo, Mello e Hanna Karen planejavam um experimento para descobrir
o que acontece com o corpo e a mente de quem passa dias sem dormir.
E tinham quase todo o necessário para a pesquisa à
disposição. Faltava apenas encontrar pessoas dispostas
a passar algumas noites em claro nos laboratórios do Instituto
do Sono – sem receber nada em troca, uma vez que a legislação
brasileira impede a remuneração de voluntários
de pesquisas. Do outro lado da linha, o jornalista Celso Lobo, da
Rede Globo, apresentou a solução. Uma equipe do Fantástico
faria uma reportagem sobre a primeira edição brasileira
de uma das mais longas e extenuantes competições do
planeta – a Ecomotion-Pro, em que os participantes passam
dias quase sem dormir – e convidou a equipe da Unifesp para
acompanhar o desempenho dos atletas. Era a oportunidade que Mello
e Hanna Karen tanto perseguiam.(...)
Confira matéria na íntegra no LINK abaixo:
REVISTA
FAPESP |
|
[03/2007]
|
CNPQ apresenta
o CEPE à comunidade científica |
|
O CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico) apresenta o CEPE em sua
sala de imprensa como uma entidade aberta à pesquisa e parcerias
visando a capacitação de recursos humanos.
Confira matéria na íntegra no LINK abaixo:
CNPQ
|
|
| [04/2006] |
Idosos X Jovens |
|
Matéria publicada
no Globo Reporter em 04/2006

Será mesmo que a resistência física
diminui depois dos 60 anos? Na busca de uma resposta, um teste
de idosos ativos contra jovens sedentários. De um lado
os mais experientes: Étale Waine, de 73 anos; Germinal
Moreira, de 73 anos; Eledir Tomaz, de 65 anos; e Wladimir Riberto,
de 67 anos. Do outro, os mais jovens: Tânia Naquelli, de37
anos; Ednaldo Azevedo, de 25 anos; e Mônica Slikta, de 35
anos.
Em um dos laboratórios mais avançados do Brasil,
o campo de provas da Universidade Federal de São Paulo
(Unifesp), o equipamento-bolha mede a porcentagem de gordura do
corpo.
Em seguida, a prova que mede a capacidade de consumo de oxigênio.
Quanto mais oxigênio é consumido pelo organismo,
melhor é o condicionamento físico da pessoa. As
diferenças de atitude começam a revelar seus efeitos.
“Sou aposentado, mas continuo trabalhando com vendas na rua, ando
muito”, diz seu Wladimir. O fôlego de Tânia acaba
e o de seu Wladimir surpreende. “O teste foi sensacional, muito
além de nossas expectativas”, ressalta o pesquisador Ricardo
Casilhas.
Na vez de Edinaldo, que é 42 anos mais novo do que seu
Wladimir, um susto: "Ele está com uma pressão agora
de 17 por 13. Partir do repouso com uma pressão tão
elevada assim é muito arriscado, nem é bom fazer
o teste”, anuncia o professor de educação física
Marcelo Ortiz.
O risco durante um teste como esse é aumentar demais a
pressão arterial e a freqüência cardíaca
do voluntário, o que pode provocar um infarto. Edinaldo
foi obrigado a esperar. Com 25 anos e recém-casado, ele
é um jovem como tantos outros que trabalham muito, quase
não se exercitam e viram vítimas da comodidade dos
nossos tempos.
“Nós tivemos uma evolução tecnológica
muito grande. As pessoas andavam a pé, faziam todas as
atividades com um gasto energético muito maior. Hoje, as
pessoas sobem de elevador, andam de carro, não têm
o hábito de gastar energia”, comenta o professor Marco
Túlio de Mello, do Departamento de Psicobiologia da Unifesp.
Na época em que seu Wladimir tinha a idade de Edinaldo,
os paulistanos não andavam de metrô, penavam para
subir as escadas. Tudo mudou com os trens subterrâneos e
as escadas-rolantes. Só no metrô de São Paulo,
são 466.
“Hoje não tenho nenhuma atividade física diária.
Misturar todas as funções – mãe, emprego,
atividade de casa – complica um pouco”, alega Tânia. A administradora,
de 37 anos, mirou-se no exemplo das mulheres independentes e bem-sucedidas.
Um ideal da luta feminista nos anos 60, a década em que
Tânia nasceu. Período em que a mulher chegou ao mercado
de trabalho. E, de tanto trabalho, Tânia já não
tem tempo para se cuidar. “Pelo que estou vendo dos meus concorrentes,
meu resultado no teste vai ser péssimo”, arrisca ela.
Edinaldo, o mais jovem de todos, ainda descansa enquanto os outros
seguem pedalando.
“Há cerca de quatro anos eu entrei na academia. Faço
caminhada e pedalo na bicicleta. Você passa a gostar, depois
de um certo tempo se torna um vício”, conta seu Eledir.
Os últimos dois voluntários estão prontos
para fazer o teste de esforço. Edinaldo descansa há
dez minutos. “A pressão dele ainda está bastante
elevada, 17 por 13, e por esse motivo recomendamos que ele não
faça o teste hoje”, diz o professor de educação
física.
“É um susto saber que não posso fazer o teste porque
minha pressão está alta”, diz Edinaldo. “Agora vou
ver o que está acontecendo.”
Enquanto isso, seu Germinal, o mais idoso de todos, vai se mostrando
a grande revelação na bicicleta. “Pelos números
apresentados, eu diria que essa pessoa tem uns 20 anos”, diz Ricardo.
Para ter resultados confiáveis, os pesquisadores da Unifesp
fizeram uma bateria de exames. No dia seguinte, a divulgação
dos resultados.
“O que mais nos chamou a atenção foi a grande aptidão
física apresentada pelo grupo da terceira idade. Eles não
são atletas, não têm isso como objetivo, mas
se esforçam muito para ter uma boa qualidade de vida e
uma boa aptidão física. Mas nós também
temos um grupo de sedentários, que estão abaixo
do que é esperado para a faixa etária deles”, avalia
Marco Túlio.
A pressão de Edinaldo se manteve alta e ele não
pôde fazer o teste. Terá que tratar de um mal que
desconhecia possuir: a hipertensão. “Foi ruim. Você
pensa em muitas coisas – na família, nos filhos. Caramba,
estou mal! Preciso melhorar”, conclui Edinaldo.
Comparando os testes de condicionamento físico, Tânia
quase empatou com seu Wladimir e perdeu para seu Eledir e seu
Germinal. Ela se justifica com estresse e falta de tempo para
a saúde.
“Hoje é tudo muito exigente, você precisa educar
seu filho e para isso tem que correr atrás de dinheiro.
Não dá para ser hipócrita e dizer que não.
Eu preciso trabalhar bem, morar bem, dar condições
para meu filho”, diz Tânia.
Mônica, que a vida inteira vem lutando contra a obesidade,
ainda precisa perder mais peso. “Ela tem 35 anos e está
um pouco acima do que é esperado para ela”, diz Marco Túlio.
O teste mostrou que Mônica tem um condicionamento físico
pior do que o de dona Étale, que tem mais que o dobro da
idade dela.
“No que diz respeito à gordura e aos músculos, dona
Étale tem uma proporção muito boa para a
faixa etária dela”, avalia Marco Túlio.
“Estou muito contente, mas eu tenho certeza de que a Mônica
vai reagir e chegar à minha idade muito melhor do que eu.
Eu comecei a me exercitar depois da Mônica, aos 40 anos,
de modo que se ela começar agora vai estar melhor do que
eu”, incentiva dona Étale.
O mais bem-condicionado do grupo é mesmo seu Germinal.
A medalha de prata vai para seu Eledir.
“Seu Wladimir também apresentou uma capacidade física
muito boa”, destaca Marco Túlio. As pessoas entre 25 e
45 anos precisam ter uma nova visão e implementar novos
conceitos de qualidade de vida”, aconselha o pesquisador.
E o teste responde a primeira pergunta: a capacidade física
não depende só da idade, mas da atitude diante da
vida.
“Fico contente em ver o resultado. Estou feliz por poder dar esse
exemplo, sem querer, aos mais jovens”, comemora seu Eledir.
"Eu queria um bocadinho da sabedoria deles hoje, na minha idade.
Isso seria perfeito", diz Tânia. |
|
| [04/2006] |
Exercícios melhoram a memória
dos idosos |
|
Matéria publicada
na Folha de S.Paulo de 02/04/2006
Publicidade
Constança Tatsch
Muita gente corre a vida inteira e pensa que,
quando a velhice chegar, será o momento de ficar sentado
no sofá. Mas estudos indicam um outro caminho a seguir.
O exercício físico para pessoas com mais de 60 anos,
além de fazer bem para o corpo, ajuda a mente, melhorando
a memória e o raciocínio. Pacientes com mal de Alzheimer
e Parkinson podem retardar o avanço da doença.
Estudo realizado na Unifesp com 65 idosos - submetidos durante
seis meses a um programa de musculação-- apontou
melhora sensível nas funções cognitivas,
como memória, raciocínio, percepção
e coordenação motora. "Alguns iam com lista ao supermercado
e dispensaram o papel. Tamanha confiança de que iam lembrar",
conta Ricardo Cassilhas, profissional de educação
física que comandou a pesquisa.
O humor dos voluntários também melhorou. Só
por sair de casa e conhecer pessoas, houve diminuição
da depressão e ansiedade. Com o fim do estudo, a maioria
tem intenção de continuar se exercitando. "Eles
não queriam perder o que tinham ganhado."
Antes de começar uma atividade física, muitas pessoas
ficam reticentes. "Uns acham que não fizeram nada a vida
toda e não vão começar depois de velhos.
Outros se sentem excluídos de ambientes como academias",
afirma Cassilhas. Não há restrição
ao fato de ter sido sedentário, desde que tenha acompanhamento
médico.
"É animador. Se a gente conseguir modificar determinados
hábitos, diminui o risco de doenças e melhora a
qualidade de vida do idoso e da família", afirma Cássio
Bottino, coordenador do Projeto Terceira Idade do Instituto de
Psiquiatria do HC. Às vezes, os parentes acreditam que
mantê-lo dentro de casa é o melhor. "Superproteção
é algo que a gente combate. O familiar não deve
fazer nada que o paciente é capaz."
Pesquisas comprovam que a atividade física também
é recomendada para quem tem Alzheimer ou Parkinson. "Se
é um momento em que a memória está começando
a declinar e a gente pode usar alguma coisa que a faça
melhorar ou estabilizar, é um ganho", diz Cybelle Maria
Costa Diniz, geriatra e diretora científica da Abraz (Associação
Brasileira de Alzheimer). "Para o paciente com doença de
Parkinson, o primeiro tratamento, às vezes até antes
do remédio, é exercício físico."
A atividade física representa um novo mundo para o idoso,
no qual ele não precisa estar só. "Trabalho com
a afetividade. A gente tenta se tornar um amigo dessa pessoa,
não só um terapeuta que vai lá realizar movimentos",
diz o professor de educação física Carlos
Eduardo de Carvalho Afonso. |
|
| [11/2005] |
Atletas de corrida de aventura são
voluntários em estudo de privação de sono |
|
Pesquisadores testam limites em atletas
de Corrida de Aventura Por
Wladimir Togumi - adventuremag.com.br
Como a privação
do sono influencia no rendimento físico dos atletas de
corrida de aventura?
Para responder essa pergunta,
a pesquisadora Hanna Karem Antunes juntou novamente atletas dispostos
a simular uma corrida de aventura em laboratório. Hanna
Karem é pesquisadora do Centro de Estudos em Psicobiologia
e Exercício (CEPE) da Unifesp e organizou o simulado sob
a coordenação do Dr. Marco Túlio de Mello.
No ano passado fui conhecer o
laboratório e ver como tudo funcionava e o que era para
ser uma visita de poucas horas acabou se tornou quase dois dias
junto com as -cobaias-. E essa foi a provável razão
de ter recebido um telefonema da Hanna no começo deste
ano, procurando por voluntários para mais um simulado e
perguntando se eu toparia participar do experimento. Sabia que
devia ter ido embora antes...
Ela explicou que o funcionamento
seria igual ao do ano passado e que aconteceria no último
final de semana de novembro. Talvez pela curiosidade de saber
quantas horas conseguiria ficar acordado, utilizando a mesma estratégia
de sono em uma corrida de longa duração, acabei
topando o desafio.
Minha função no
experimento foi o de controle-, que é a pessoa que não
pode fazer qualquer exercício físico e dorme pelo
mesmo período de tempo que a equipe que está em
atividade física.
Simulado
Na tarde de quinta feira, 24
de novembro, fui para o que seria minha casa pelos próximos
dias: o 9º andar do prédio da CDB, na Vila Mariana,
onde se encontra o Instituto do Sono. Algumas pessoas foram entrevistadas
pela Rede TV e pelo SBT e a Hanna passou as últimas instruções
para os participantes. Era hora dos atletas encherem as mochilas
e os sistemas de hidratação e começar o simulado,
que teve início às 20:17h.
O percurso do simulado foi o
mesmo do Ecomotion Pro - Chapada Diamantina, com Trekking na esteira,
Mountain Bike em rolos, Remo nos ciclo-ergômetros e natação
na piscina. Só faltou simular a ascensão e o rapel.
A equipe que fui designado como
controle foi formada pelos atletas Henri Kubota, Mauricio Pagotto
e Carlos de Paula, integrantes da equipe H2OBrasil Landslide e
Edílson Eizano Rezende, da equipe XTR. O atleta Marcelo
de Marchi, também da XTR, e o pesquisador Wagner Luis Prado
completavam o grupo como controles.
Apesar de ficarmos confinados
ao 9º andar do prédio durante a maior parte do tempo
(podíamos descer para o térreo durante as refeições:
café, almoço, café da tarde e jantar), não
estávamos isolados de tudo. Para passar o tempo tínhamos
televisão, vídeos, videogame, internet e podíamos
usar o telefone. As únicas restrições eram
não fazer qualquer atividade fisica e não dormir.
Só isso...
Como esperado a primeira noite
foi bem tranquila. A agitação do começo das
atividades e a espera pelas matérias na televisão
(a do SBT passou a 1:00h da manhã!!) fez com que o tempo
passasse rápido. Como o simulado iniciou à noite,
não demorou muito para que a manhã seguinte chegasse
logo.
Além de não poder
dormir, nós (controles) tivemos que passar pela tortura
da medição do Índice de Metabolismo Basal.
Esse índice é a energia (medida em calorias) gasta
pelo corpo no descanso para manter as funções normais
e a medição é feita de um jeito bem simples:
fica-se deitado com uma máscara no rosto durante 30 minutos
e não pode se mexer! Para passar o tempo comecei a contar
os quadrados do forro no teto e tentei fazer contagem regressiva
mas me perdi com os números. Por sorte fizemos esse exame
só mais uma vez (obrigado Ioná!!).
Na sexta feira o laboratório
ficou mais cheio com a chegada dos outros participantes. A outra
equipe foi formada pelos atletas Amaury de Souza Jr, Pietro Carlo
e Rosângela Hoeppner, e como controle estavam Cley Santana
e Alexandre Paulino.
Rose foi a responsável
pela animação da nossa segunda noite, cantando e
brincando com todos, mas o sono já não era tão
fácil de controlar. Os monitores, encarregados de não
deixar os "controles" dormir, tiveram bastante trabalho.
O divertido era quando de repente, do nada, eles perguntavam -
cadê fulano? - e saíam à caça do controle
perdido, procurando no banheiro, na sala de videogame e na sala
de computador.
Nesta hora usar o computador,
jogar videogame ou assistir vídeos era quase impossível.
As "pescadas" eram constantes e as pálpebras
ficavam cada vez mais pesadas.
Sabia que não era o único
nessa situação e que os atletas, que já estavam
a quase 30 horas em atividade fisica, iriam dormir nessa noite.
Só não sabia quanto tempo... Logo depois fomos informados
que a equipe optou pela estratégia de dormir 1 hora e depois
seguir direto até o fim. Nesse momento já estava
quase dormindo em pé, literalmente, e se ficasse mais algumas
horas acordado só conseguiriam contato comigo através
de mensagens psicografadas.
Término do trekking, subimos
para fazer a polissonografia durante nosso descanso de 1 hora.
Quando a porta do elevador se abriu, os técnicos se dividiram,
cada um indo para um quarto para "ligar" os fios nas
nossas cabeças. Até que foi rápido, assim
como pegar no sono. A chamada latência, espaço de
tempo entre o deitar e o dormir, foi praticamente zero.
E praticamente zero foi também
a sensação de descanso. A impressão que tive
é que logo depois de pegar no sono abriram a porta e acenderam
as luzes. Aquela 1 hora pareceu poucos minutos. Eram 6h00 da manhã.
Sorte que a hora do café da manhã estava próximo
e eu poderia sair um pouco do ambiente do laboratório,
observar a movimentação no térreo e tentar
despertar.
Lembro que logo depois de voltar
para o laboratório, o Amaury pediu para o Marcelo trocar
o pneu de uma das bicicletas... coitado. Enquanto tentava entender
o que estava acontecendo, Amaury falou mais centenas de coisas.
Marcelo pediu um pouco de calma...
O sol lá fora começava
a aparecer e isso era bom. A claridade me ajudou um pouco a despertar,
mas percebi que aos poucos eu estava "saindo do corpo".
Não sei se era bom ou ruim, mas sabia que o pior ainda
estava por vir. Ficava imaginando o que fazer durante a terceira
e última noite para me manter acordado.
Depois do café da manhã
o dia passou razoavelmente rápido. Alguns conhecidos apareceram
para ver como estava indo o simulado e a conversa ajudou a passar
o tempo. Mas a situação não estava 100%.
Uma das pessoas que apareceu no sábado foi a Cristiane,
proprietária do restaurante Podium Adventure. Conversamos
um pouco sobre os preparativos da festa da APCA, que acontece
no próximo dia 12, mas estava com muito sono e lembro de
ter falado para ela que talvez não lembrasse daquela conversa
depois do simulado.
Naquele momento já estava
entrando no "mundo de Matrix". As coisas começaram
a acontecer em câmera lenta, parecia que estava fora do
corpo, os sons pareciam abafados, bem longe e a sensação
de Deja Vú era constante.
A noite chegou. Tentei assistir
televisão mas se na segunda noite era quase impossível,
imagine na terceira. Consegui usar um pouco o computador de uma
das salas, que tem a saída do ar condicionado bem em cima
da cadeira. O frio segurava um pouco o sono.
Fui jogar videogame... era um
jogo de luta se não me engano. Apertava todos os botões,
de qualquer jeito, para tentar ganhar. Tinha outro jogo, de carro,
mas nem arrisquei. Voltei para a televisão e tive a certeza
que seria impossível assistir alguma coisa... via as imagens
mas não conseguia acompanhar a história ou o assunto,
o que quer que fosse. Mal acabava de ouvir uma frase e já
esquecia. Concentração zero.
A solução que encontrei
foi andar. Fiquei andando, bem devagar, ao redor das salas do
andar. Não sei quantas voltas completei. Às vezes
mudava a rotação. Aliás, essa foi a solução
desde a segunda noite. Às vezes parava, tentava usar o
computador de novo e depois voltava para a caminhada. De vez em
quando ia para o banheiro jogar uma água no rosto.
Ao amanhecer achei que as coisas
iam melhorar. Doce ilusão! Quando amanheceu pareceu que
o sono cumulado dos 3 dias chegou de vez. Era difícil me
manter acordado e andava cambaleando, às vezes me apoiando
nas paredes. Conversava com algumas pessoas mas só o corpo
estava presente, a mente estava longe. Passei o domingo inteiro
molhando o rosto e lutando contra o sono. Lembro que colocaram
um filme mas poucos segundos depois de ficar olhando para a tela
já estava cochilando. De pé!
A agitação do final
do simulado me despertou um pouco. Poucos minutos de comemoração
e fomos fazer os testes cognitivos, colher sangue, fazer medição
corporal, jantar e dormir. Finalmente! Fomos novamente para a
polissonografia, mas desta vez sabendo que podíamos descansar
muito mais.
Estratégia
Para Henri Kubota, que já
participou de provas longas, inclusive da corrida na Chapada Diamantina,
a estratégia de dormir uma hora foi boa. Largamos às
20:00 de quinta e sabíamos que pelo ritmo escolhido teríamos
3 noites pela frente. A primeira noite é tranqüila
de se varar. A segunda, no momento mais crítico, quando
os quatro já estavam dormindo sobre a esteira (eu até
sonhei) e numa parada para ir ao banheiro, o Bart (Maurício
Pagotto) quase atravessa o espelho do laboratório e então
resolvemos parar para dormir uma hora, disse Henri.
-Apesar da sensação
de ter sido apenas um minuto de sono, deu pra agüentar o
dia todo e na última noite a gente foi pra morte - um trecho
entediante de 8 horas e meia na esteira, com muitas dores nos
tendões e bolhas nos pés. O último dia foi
complicado. O sono pegou pesado e a gente parecia estar "fora
do corpo". Mas faltava só mais esse dia e após
muitas "pescadas", deu pra chegar no final sem dormir
mais, completou.
Ele participou também
do simulado no ano passado, mas teve que parar devido a uma inflamação
na garganta. Quando perguntado porque estava participando novamente,
ele respondeu: Em primeiro lugar, por se tratar de uma pesquisa
séria, coordenada pela Hanna, onde os resultados obtidos
podem ajudar outras pessoas que trabalham em condições
de privação de sono. Em segundo lugar, pelo desafio
pessoal de completar o simulado.
Um teste físico e psicológico muito difícil
que ano passado não completei.
Apesar de treinar regularmente,
Carlos de Paula enfrentou sua primeira corrida de aventura no
laboratório. - Devido à falta de experiência
em corridas de aventura, segui o rítmo que a equipe determinou.
Nas primeiras horas não sabia de onde saía tanto
suor. O trekking de 39 km não foi fácil, mas depois
foi numa boa. Já no segundo dia comecei a sentir fortes
dores nas pernas, mas nada que não fosse superável
e um trecho de 10 hs de remo foi fundamental para o descanso das
pernas e dos pés-, disse De Paula.
-No começo é difícil
mas logo essa idéia é quebrada. Além da importância
da pesquisa, o fato de olhar pro lado e ver que eu não
estava sozinho nessa, com o Henri e o Bart rachando o bico de
me ver cochilando, o Edílson me perguntando o tempo todo
porque eu não falava nada, o apoio de equipe quase que
implorando para que a gente fosse dormir um pouco para que eles
pudessem também e a Dra Hanna Karem como fiscal de prova
só aplicando
penalidades. É impossível não aderir o espírito
de equipe, ajudar e ser ajudado e tocar o barco em frente, lembrando
que tudo que é feito entre amigos, torna-se muito mais
fácil e até mesmo agradável. O PC virtual
na piscina foi maravilhoso, sem contar as refeições
em todas as transições, sob a responsabilidade das
nutricionistas Cibele Crispim e Ioná Zalcman, completou.
O simulado terminou aproximadamente
às 18:00h de domingo, totalizando quase 70 horas, e no
geral os participantes somaram 82 horas "online", com
apenas 1 hora de descanso.
Apesar da atividade fisica ajudar
a combater o sono, fico imaginando o que os navegadores enfrentam,
já que eles precisam de muita concentração.
Nessas horas de muita privação de sono, parar e
olhar para mapa, tentando identificar a localização
da equipe durante a noite, só com o foco da headlamp, deve
ter a mesma sensação que eu tive quando olhava para
a tela do computador ou para a televisão. |
|
| [10/2005] |
Ecomotion PRÓ 2004 |
|
Mais detalhes dessa notícia
no site baixo
ECOMOTION |
|
| [10/2005] |
Pesquisa da Unifesp estuda efeitos
da privação de sono |
|
:ECOMOTION |
|
| [10/2005] |
Exercício é alternativa
para tratar Síndrome das Pernas Inquietas |
|
A Unifesp trata pacientes portadores da
SPI com exercícios aeróbicos como uma alternativa
à medicação. A prática de exercícios
faz com que o organismo libere beta-endorfina, um analgésico
natural, e dopamina.
Um estudo desenvolvido pelo professor Marco Túlio de Mello,
do Departamento de Psicobiologia da universidade, mostrou que os
exercícios ajudam na diminuição dos movimentos
noturnos na mesma proporção dos remédios.
Segundo Mello, em ambas as situações, os pacientes
estudados passaram de uma média de 35 movimentos por hora
para 12.
O aposentado Cláudio Contesini pratica os exercícios
há sete meses e diz que tanto ele como a mulher já
sentiram diferença. "Minha mulher disse que o último
tranco que dei durante o sono foi há 20 dias", afirma.
Durante o dia, Contesini diz que os movimentos involuntários
caíram em número e em intensidade. "Ainda não
estou curado, mas minha vida está bem melhor", afirma
o aposentado.
A artista plástica Marieta Rosthal Wajner, 71, também
portadora da síndrome, começou há três
semanas uma série de exercícios indicados pela médica
que a acompanha no Hospital Israelita Albert Einstein.
Ela diz que procurou ajuda médica ao perceber uma "impressionante
queda de energia" durante o dia. Ela teve a síndrome
diagnosticada após fazer uma polissonografia. Durante o exame,
foi detectado um número elevado de movimentos das pernas.
Apesar de a médica ter indicado calmantes, associados aos
exercícios, ela diz preferir esperar os resultados da atividade
física.
Para uma nova fase da pesquisa sobre o impacto dos exercícios
na SPI, o Instituto do Sono da Unifesp está recrutando interessados
que não possuam contra-indicações para a prática
de exercícios aeróbicos. As atividades ocorrem três
vezes por semana e duram 90 minutos. Há 50 vagas. Informações
podem ser obtidas pelo telefone 0/xx/11/5572.0177. |
|
| [01/2004] |
Estudo comparativo das capacidades
aeróbia e anaeróbia de adolescentes com obesidade
severa na cidade de São Paulo |
|
Resumo
A obesidade, antes um problema
de saúde nos países desenvolvidos, tem-se tornado,
ultimamente, um problema de saúde pública também
nos países em desenvolvimento, sendo mais preocupante em
crianças e adolescentes, uma vez que, estabelecida nesta
faixa etária, determina uma potencial piora das condições
de saúde associadas à obesidade na idade adulta.
O estudo comparou a capacidade aeróbia e anaeróbia
de meninos e meninas, com obesidade severa da cidade de São
Paulo-Brasil.
Sessenta meninos e sessenta meninas
com obesidade severa (Índice de Massa Corporal - IMC ³
30.0) com idade entre 14 e 19 anos realizaram densitometria óssea
(DEXA),
Avaliação da capacidade anaeróbia (Teste
de Wingate) e avaliação da capacidade aeróbia
em bicicleta.
Os meninos apresentaram valores aumentados para consumo máximo
de oxigênio (VO2 MÁX), limiar anaeróbio ventilatório
(VO2 LV-I), freqüência cardíaca do limiar anaeróbio
ventilatório (FC LV-I), potência máxima (PT
MÁX) e potência média (PT MED), embora apresentassem
mesma gordura corporal total (MG TOTAL) e uma massa magra total
(MM TOTAL) maior se comparados com as meninas:
PT PEAK (watts/kg) 7,79 ±
1,49 4,03 ± 1,18*
PT AVG (watts/kg) 5,42 ± 1,17 2,71 ± 1,02*
FATTOTAL (%) 45,68 ± 20,98 42,91 ± 3,94
FATTOTAL (kg) 37,57 ± 8,22 38,82 ± 7,65
FFMTOTAL (kg) 58,68 ± 8,25 48,59 ± 5,30 *
Introdução
A obesidade não é
um fenômeno recente. Sabe-se da existência de indivíduos
obesos já na época paleolítica, há
mais de 25.000 anos, mas a sua prevalência , no entanto,
nunca atingiu proporções tão epidêmicas
como as atuais e vem aumentando em praticamente todos os países
em que há acesso a alimentos (1). Nos Estados Unidos, censo
recente mostrou que 55% da população adulta tem
sobrepeso (IMC igual a 25 kg/m2) ou obesidade (IMC igual a 30
kg/m2). Na Europa, os dados mais recentes evidenciam que 10 a
20% dos homens e 10 a 25% das mulheres apresentam índice
de massa corpórea (IMC) igual ou maior que 30 kg/m2 (1).
No Brasil, segundo os dados da
primeira Pesquisa de Padrão de Vida (PPV) divulgada pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
existem 8,7% de nordestinos obesos e na Região Sudeste
10,5%. No total das duas regiões, os obesos somam 9,8%
- em um crescimento expressivo em relação à
Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição, realizada
pelo IBGE em 1989, que encontrou um índice de 8,2%. Nas
crianças, o aumento da obesidade ocorreu em todas as regiões
do país, mas principalmente nas regiões Sul e Sudeste,
encontrando-se uma prevalência de 9,6% e 9,3%, respectivamente
(2).
Dados obtidos da Pesquisa Nacional
de Saúde e Nutrição demonstraram que, na
população de adolescentes brasileiros, 7,6% apresentavam
sobrepeso, enquanto outros relatos apresentam uma maior prevalência
de adolescentes obesos na cidade de São Paulo, onde dos
14,7% classificados como apresentando sobrepeso, sendo 14% do
sexo feminino e 15,6% do sexo masculino (3).
Há uma grande tendência
de crianças e adolescentes obesos tornarem-se adultos obesos,
sendo que 80% dos adolescentes obesos levam a casos de obesidade
no adulto (4). Indivíduos adultos obesos que apresentaram
obesidade na infância serão classificados como possuindo
obesidade mais grave do que aqueles que se tornaram obesos quando
adultos (5). De acordo com Havard Growht Study (Estudo
do Crescimento de Harvard) o sobrepeso na adolescência é
um precursor de riscos à saúde mais poderoso do
que quando o sobrepeso é estabelecido na idade adulta.
O aumento de gordura visceral, hiperinsulinemia e hiperlipidemia
tem sido achados comuns em adolescentes obesos, o que os torna
alvos de doenças cardiovasculares quando atingirem a idade
adulta (6). O Ministério da Saúde, por meio do seu
Departamento de Doenças Crônicas, afirma que as doenças
cardiovasculares são a primeira causa de óbito em
nosso país (cerca de 300.000 mortes por ano) e que a prevenção
da obesidade pode levar a uma redução em 30% de
sua incidência e que os custos diretos e indiretos são
elevadíssimos; em geral 2 a 7% dos gastos dos países
com a saúde são atribuídos a esta doença
(1).
A atividade física total
do indivíduo diminui com o processo de maturação,
que ocorre durante a infância, e diminui ainda mais nas
mulheres do que nos homens, isto é, a criança tem
uma quantidade de atividade física espontâneamaior
que os adolescentes e estes têm uma maior quantidade de
atividade física espontânea que os adultos (7) (8),
levando-se em consideração que atividade física
é toda atividade. |
|