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Pesquisas realizadas pela equipe do CEPE: "Efeito do exercício físico no padrão em seres humanos sedentários sem distúrbios do sono" "Ingestão e restrição noturna de carboidratos na oxidação lipídica durante o sono" "Análise dos processos decisórios em trabalhadores de turno com e sem privação de sono" "O efeito hormonal em adolescentes obesos" "Avaliação da incidência dos movimentos periódicos de pernas com a prática do exercício físico" "Estudo revela que atividade física melhora a memória" "Exercícios físicos no auxilio da cura da insônia" "Efeito de diferentes tipos de exercício auxilia na melhora do sono dos idosos" "Estudos revelam que exercícios físicos melhoram as funções da memória dos idosos" "Pesquisa verifica o desempenho físico de atletas cegos" "Universidade pesquisa comportamento de pilotos de arenonaves" "Pesquisa procura relacionar SAHOS com diferenças genéticas" "Pesquisa avalia a presença de ritmo circadiano nas variáveis da função isocinética"
"Efeito do exercício físico no padrão em seres humanos sedentários sem distúrbios do sono" Pesquisa revela a influência da execução de exercícios físicos no padrão e eficiência do sono Nos
últimos anos, diversos estudos vêm sendo realizados com
o intuito de verificar os efeitos do exercício físico
no sono. Porém, devido às diferenças metodológicas
com relação ao horário, duração
e intensidade do exercício, ainda não há um consenso
na literatura sobre a sua real influência no sono. Para tanto serão selecionados 520 sujeitos, 260 homens e 260 mulheres, com idade entre 18 e 60 anos, clinicamente saudáveis e sedentários. Desses, 480 se submeterão a um programa de exercício físico semanal – 3 vezes por semana - durante 72 semanas, num total de seis meses. Dessa forma serão divididos em quatro grupos: 40 no grupo controle – sem exercício físico, 160 no grupo de exercício aeróbio, 160 no grupo de exercício resistido (musculação) e 160 no grupo de exercício anaeróbio. Cada grupo experimental será dividido em quatro (4) subgrupos com 40 sujeitos cada, 20 homens e 20 mulheres: manhã (das 7hs às 9hs), início da tarde (das 13hs às 15hs), início do período noturno (das 18hs às 20hs) e à noite (das 20hs às 22hs). Será realizado exame polissonográfico, teste ergoespirométrico e composição corporal antes, durante e imediatamente após o período de treinamento, além de um registro polissonográfico, uma semana após o término desse período.
Apesar do aumento na sociedade contemporânea de indivíduos que apresentam alteração no ciclo de ingestão alimentar em função de horas irregulares de trabalho e aspectos sociais diversos, pouco se conhece de como o corpo reage metabolicamente com tais mudanças. A doutoranda Cibele Crispim, propõe-se neste estudo, avaliar a influência da ingestão de carboidrato em diferentes quantidades e horários no metabolismo lipídico durante o sono. Buscando, assim, identificar se a oxidação de lipídeos poderá ser influenciada pela ingestão de determinados nutrientes no jantar. Para tanto serão recrutados 20 homens sedentários com idade entre 20 e 30 anos, que participarão de duas sessões de cinco (5) dias cada, com um período de 15 dias de intervalo entre as sessões. Na primeira e segunda sessão os voluntários seguirão uma rica e restrita dieta em carboidratos no período noturno, respectivamente. Um rigoroso estudo metabólico será realizado no primeiro e quinto dia de cada sessão.
As características do trabalho em turno predispõem os trabalhadores a diversos tipos de risco. Esses fatores e condicionantes podem afetar os processos cognitivos dos trabalhadores, ou seja, sua memória, deixando-os susceptíveis ao erro. Sob orientação do Dr. Marcos Túlio de Mello, o mestrando em educação Física e treinamento esportivo, Franco Noce analisará em sua pesquisa “Os processos decisórios em diferentes tipos de trabalho em turno” como os trabalhadores se portam com o procedimento. E, ainda, sua relação com o erro humano. Participarão dos estudos trabalhadores do gênero masculino, com idade até 64 anos, que tenham no mínimo dois anos de experiência no trabalho em turno. Para tanto os indivíduos trabalhadores que atuam no processo de turno serão investigados em quatro grupos: a) com grande atividade de atenção e cognição com SAOS; b) sem exigência de grande cognição com SAOS; c) com grande atividade de atenção e cognição sem SAOS; d) sem exigência de grande cognição sem SAOS. Os dados serão coletados por meio de um questionário de análise de condições e fatores intervenientes nos processos decisórios, e pelo Sistema de Testes de Viena, equipamento que analisa diversas variáveis cognitivas. Os trabalhadores serão avaliados após seu período de repouso e após sua jornada de trabalho nos turnos matutino, vespertino e noturno. Espera-se que o tipo de trabalho, duração do turno e experiência do trabalhador afetem significativamente suas capacidades cognitivas e, em especial, as decisórias. Pouco se tem de produção científica deste assunto no mundo. Muito se estuda sobre aspectos biológicos do trabalhador em turnos, mas quase nada sobre a parte cognitiva e, em especial, os processos decisórios. A idéia geral é, observar como o desgaste físico e mental afeta a capacidade de tomada de decisão dos trabalhadores em turno. A finalidade é detectar possíveis aspectos que permitam reduzir o índice de erro dos trabalhadores, evitando assim acidentes.
A obesidade juvenil tem aumentado sua prevalência de forma acentuada
nas últimas décadas nos paises desenvolvidos, e o mesmo
ocorrendo também nos em desenvolvimento, onde a desnutrição
costumava ser prevalente, inclusive o Brasil. Para tanto, aplicou em mais de 200 adolescentes obesos do gênero masculino, na idade entre 14 e 19 anos, três vezes por semana, exercícios físicos (aeróbio, recreação e musculação) e recebiam atendimentos e orientações de nutricionistas e psicológos a cada quinze dias. Durante seis meses eles foram avaliados quanto sua adiposidade periférica e visceral, bem como seu perfil lipídico, glicídico e hormonal. A Obesidade central, periférica e visceral e o perfil lipídico são variáveis que apresentam diferentes respostas frente a este tipo de programa. Isto foi visto em diversos estudos que se utilizaram nesta metodologia, principalmente por não haver um aumento do componente de massa magra, essencial para um balanço energético negativo e possível melhora neste perfil. Desta forma, analisar as adaptações e/ou impacto dos exercícios de força, como mais uma alternativa do tratamento não medicamentoso, podem resultar em evidências importantes do programa de tratamento para o controle da obesidade central juvenil e suas co-morbidades, uma vez que não existe consenso na literatura sobre estas possíveis alterações, bem como a administração do exercício físico mais adequado para esta população. Os resultados revelaram que, o treinamento de força reduziu a massa corporal, gordura corporal, gordura sucutânea e visceral em adolescentes do gênero masculino.
Movimento
Periódico de Pernas (MPP) é caracterizado como um distúrbio
do sono, afetando em média 5% da população em
geral Esses movimentos durante o sono são movimentos rítmicos,
repetidos e estereotipados de pernas, ocasionados por contrações
musculares. A incidência destes movimentos periódicos aumenta com a idade e com a presença de doença metabólica ou neurológica. Podem causar insônia ou sonolência excessiva durante o dia ou podem passar assintomáticos para o paciente. Com freqüência os movimentos acompanham a síndrome de apnéia do sono e podem ser o primeiro sinal que conduz o paciente ou seu cônjuge a solicitar intervenção médica. O diagnóstico da síndrome é atualmente, baseado na história fornecida pelo paciente. Nenhum exame complementar ou teste de laboratório é necessário ou útil para fornecer um diagnóstico mais acurado. Sua origem não está totalmente esclarecida. Correntes evidenciam deficiência de dopamina no Sistema Nervoso Central, outras relatam uma alteração no metabolismo do ferro. Há outros fatores que também são descritos como possíveis causas, dentre elas o álcool, complicações renais e mielopatias. Além do tratamento de outros distúrbios do sono com drogas tricíclicas antidepressivas, anticonvulsivantes, benzodiazepínicos, barbitúricos e outros hipnóticos também podem facilitar o aparecimento do MPP. A
intervenção farmacológica é limitada aos
pacientes que necessitam de um critério de diagnóstico
específico, onde dentro destes se enquadram: Uma
das hipóteses para essa melhora seria a liberação
dopamina e beta endorfina, substâncias que são liberadas
no organismo durante a prática do exercício físico
e que estariam ligadas a redução desses movimentos durante
o sono. O projeto é direcionado aos que apresentam índice de Movimento Periódico de Pernas acima de 5 por hora e não façam tratamento farmacológico.
O estudo começou a ser desenvolvido em 2002 pela pesquisadora Hanna Karen Antunes – doutoranda em psicobiologia, supervisionada pelo professor da Unifesp, Marco Túlio de Mello - e teve a sua primeira etapa realizada durante o Ecomotion/Pro de 2003, na Chapada Diamantina, quando atletas de três equipes (Atenah, Bio Ritmo e Lobo Guará) foram submetidos a vários exames preliminares e posteriores à prova. Durante
cinco meses, 50 voluntários de 60 a 75 anos participaram de
um programa de atividade física três vezes por semana.
Todos tiveram uma melhora na capacidade cardiorespiratória
e muscular, e diminuíram sintomas de depressão e ansiedade.
"Foi observado ainda um aumento da capacidade de memória",
afirma a pesquisadora Hanna Antunes. Segundo ela, a atividade física
ajuda a diminuir a viscosidade do sangue, o que contribui para aumentar
o fluxo sangüíneo cerebral, melhorando as capacidades
cognitivas, como a memória. A
pesquisa - Para desvendar a influência desses fatores nos atletas,
o estudo começou na primeira edição do Ecomotion/PRO,
realizada na Chapada Diamantina. Na ocasião foram observadas
as equipes Atenah, Bio Ritmo e Lobo Guará e em agosto passado
foi feito um simulado de corrida de aventura em laboratório. “No primeiro dia todo mundo estava rindo, alegre. No segundo dia as pessoas riam menos, já estavam um pouco mais mal-humoradas e no terceiro dia elas mal conversavam. Observamos então um isolamento social; as pessoas não queriam ficar perto uma das outras, porque o barulho incomodava e não se cumprimentavam pelo nome, apenas fazendo gestos”, concluiu a pesquisadora. E uma das observações de Hanna é justamente o “pique” dos competidores. “O que chama a atenção no atleta de corrida de aventura é que embora ele esteja fazendo exercício físico por um longo período, ele continua relativamente bem. Parece que o exercício físico, por algum mecanismo que a gente ainda não sabe qual é, protege o organismo dos atletas contra os efeitos maléficos da privação do sono”, esclareceu Hanna. A pesquisa Sendo assim, a pesquisa realizada com os atletas do Ecomotion/PRO foi feita da seguinte maneira: Além de realizarem diversos tipos de exames como de sangue, urina, cognitivos e composição corporal, os atletas dormiram no laboratório para ser feita uma polisonografia, para avaliar o padrão de sono do indivíduo. Depois de todas as avaliações eles competiram e imediatamente após a prova foram submetidos novamente a todos os exames. Para este Ecomotion/PRO, da Bahia, alguns atletas já tinham em mãos os resultados dos exames já realizados em outras competições e foram monitorados de perto pela equipe do Instituto do Sono. Segundo especialistas, tirar um cochilo de cerca de 20 minutos pode restabelecer parte da capacidade de concentração, reduzir a sonolência e aumentar o estado de alerta do trabalhador. A pesquisadora, defende que os profissionais façam exercícios físicos. No experimento, enquanto um grupo de atletas permanecia sob atividades físicas, outro, também de esportistas, não podia se exercitar. Havia, ainda, uma terceira turma, a de pessoas sedentárias. Depois de 96 horas sem dormir, os voluntários realizaram testes de atenção, motricidade, memória de longo prazo e aprendizagem. Em todos os casos, o melhor desempenho ficou com a turma de atletas que teve de praticar esportes durante todo o período. "O exercício físico criou uma máscara sobre os sintomas dos voluntários. Quem se exercitou sofreu menos os impactos da privação de sono", informa Antunes.
A insônia é o mais comum distúrbio do sono. Cerca
de 1/3 da população adulta diz ter dificuldades em iniciar
e/ou manter o sono, entretanto, acredita-se que apenas 10% dessa população
possuam queixas crônicas. Geralmente a insônia está
associada aos prejuízos físicos, psicológicos,
e ocupacionais; além disso, a falta de sono pode ser responsável
por uma redução importante na qualidade de vida dessas
pessoas. São utilizados para o tratamento da insônia
dois tipos de terapias, a terapia farmacológica e a terapia
não farmacológica.
O
ciclo vigília-sono é considerado uma adaptação
do organismo ao ciclo dia-noite, persistindo mesmo na ausência
de pistas temporais. Essa persistência da ritmicidade biológica
em ambientes naturais ou artificiais mantidos constantes é
uma das demonstrações do caráter endógeno
dos ritmos biológicos. Algumas mudanças neste padrão
podem levar às alterações comportamentais, principalmente
em relação ao sono tornando-se um fator de risco para
aumento de acidentes e para a saúde do trabalhador.
Segundo
o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas
últimas décadas tem ocorrido um grande crescimento demográfico
da população idosa. Em 2000 foram registrados 14,5 milhões
de idosos no país e até 2025 podemos chegar a 32 milhões,
representando um aumento de 16 vezes entre 1950 e 2025 de acordo com
a Organização Mundial de Saúde (OMS). "Estudos revelam que exercícios físicos melhoram as funções da memória dos idosos" Com o aumento da idade ocorre também uma diminuição do número de pessoas idosas envolvidas em exercícios físicos e, por conseqüência, da capacidade física, aumentando desta forma o risco de desenvolvimento de doenças crônicas. Contudo, os exercícios físicos não apenas diminuem a possibilidade de doenças e óbitos, como também podem aumentar a qualidade de vida e a auto-estima dos indivíduos propiciando uma melhorara nas funções cognitivas mantendo um nível mais elevado de memória. Desta forma, Viviane Grassmann, estagiária do Centro de Estudos de Psicobiologia do Exercício (CEPE) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), tem como objetivo em pesquisa averiguar os efeitos do treinamento combinado nas funções cognitivas de idosos. Para tanto, participarão do projeto 50 voluntários sedentários, do gênero masculino, com idade entre 65 a 75 anos e com escolaridade de oito anos, isto é, pelo menos o ensino fundamental completo. Serão aplicados questionários de nível de atividade física, questionários que avaliam os níveis de depressão e ansiedade, atenção e memória, as chamadas baterias WAIS Wechsler. E, objetivando averiguar o efeito do exercício físico combinado sobre as funções cognitivas de idosos, ou seja, como o estímulo captado por meio do ouvido é recebido pelo cérebro, será realizado também o potencial evocado (ERP-P300).
A luz é considerada o principal estímulo sincronizador dos ritmos circadianos endógenos, ou seja, a temperatura corporal básica, por exemplo, capaz de promover uma flutuação cíclica ao longo do dia para temperatura corporal, secreção hormonal e variáveis relacionadas ao desempenho físico, particularmente para força de contração isométrica. Na sua ausência, caso observado em indivíduos cegos, os ritmos circadianos como o da temperatura corporal, secreção hormonal e propensão ao sono tendem a apresentar atrasos diários, condição conhecida como ritmos em livre-curso. Nesta pesquisa a Dra Camila Fabiana Rossi Squarcini , do Centro de Estudo em Psicobiologia e Exercício (CEPE), do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), investigará em indivíduos deficientes visuais o ritmo da força isométrica, a exemplo das outras variáveis, em livre-curso. O objetivo da presente pesquisa foi investigar o ritmo circadiano da força isométrica e da temperatura corporal em atletas cegos. Para tanto foram utilizados seis voluntários, que participaram do estudo, onde envolveu a coleta da temperatura corporal (de hora em hora durante um período de 24 horas) e da força isométrica de preensão manual e das costas (em seis momentos ao longo do dia com intervalo de no mínimo 8 horas entre si) em três finais de semana separados por uma ou duas semanas. Para cada ocasião, foram calculadas as acrofases (picos) através do método cosinor (p<0,05) as quais foram ajustadas a uma reta de regressão linear. O período endógeno foi determinado pela soma do coeficiente angular da reta de regressão linear com o valor de 24 horas. Dos seis voluntários, três apresentaram ritmos em livre-curso (tau > 24,0 h) tanto para temperatura corporal quanto para força isométrica e, outros três apresentaram ritmos sincronizados (tau = 24,0 h) somente para uma variável (dois apresentaram ritmos sincronizados para a temperatura corporal e um apresentou ritmo sincronizado para a força). Estes últimos são sugestivos de casos de sincronização por estímulos não-fóticos, supostamente relacionado a prática de exercício físico, desde que são atletas. Conclui-se que o ciclo claro-escuro é o principal sincronizador do ritmo circadiano da força isométrica uma vez que é observado ritmo regular em indivíduos que enxergam e padrão em livre-curso em indivíduos cegos. Foi verificado, também, a primeira demonstração da presença de ritmos em livre-curso da força isométrica em atletas cegos. A presente pesquisa constitui a base para a construção de novas técnicas sincronizadoras, possivelmente pelo exercício físico e para compreensão do desempenho físico em atletas cegos.
A segurança de vôo é elemento fundamental na atividade de aviação. Acidentes e incidentes fazem parte da história da aviação, sendo que parte significativa das causas está relacionada ao desempenho humano. O desempenho humano é afetado pelos aspectos cognitivos e a relação de consonância destes com o nível de exigência da tarefa. Contudo, aspectos comportamentais como as alterações do humor e estado de estresse, provocadas pela restrição de sono, fadiga e ocorrências externas podem facilmente influenciar a expressão ótima destas capacidades cognitiva e, naturalmente, o desempenho do piloto. Pouco antes da realização de tarefas importantes, o piloto se encontra em um estado de intensa carga psíquica. Este estado se caracteriza, sob o ponto de vista psicológico, pela antecipação das oportunidades, riscos e conseqüências. Nesta fase, intervêm freqüentemente medo e temor, que não só se manifestam em processos cognitivos, mas também podem produzir reações vegetativas, motoras e emocionais. A pilotagem de aeronaves, aparentemente não se caracteriza por intenso esforço físico. Ao contrário, o piloto tende a se tornar cada vez mais sedentário, em razão de permanecer por longos períodos de tempo sentado e com restrita movimentação dos principais segmentos corporais. Por outro lado, a responsabilidade da função demanda um grande componente de estresse mental, aliado à necessidade de permanentemente estar o piloto vigilante, atento, e preciso em seus movimentos de comando da aeronave. Verificou-se, por meio dos dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, que em um período de 10 anos, 77% das ocorrências estavam relacionadas a fatores psicológicos, destacando-se a ansiedade, a diminuição dos níveis de atenção e a pressão. Nesse sentido, as variações dos estados de humor podem influenciar de forma significativa o desempenho de pilotos, visto que os diferentes tipos de missão que cumprem podem afetar seu estado emocional e, conseqüentemente, sua decisão. Desta maneira o Dr. Franco Noce pesquisador do Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício (CEPE) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), tem como objetivo neste estudo a monitoração os estados de humor e nível de estresse de pilotos de caça e instrução da Marinha do Brasil em missões de vôo simples e complexas. Participarão do estudo, 30 pilotos de caça e instrução da marinha brasileira, do gênero masculino, que estejam fisicamente aptos à função e que não apresentem infecções ou doenças que possam comprometer a percepção dos mesmos quanto aos estados de humor e níveis de cortisol salivar no momento das coletas. Serão utilizados para a coleta de dados o “Inventário de análise da percepção subjetiva do risco da missão”, utilizado pela própria marinha brasileira antes das missões de vôo. O “questionário do Perfil dos Estados de Humor (POMS)” para avaliação subjetiva das variações impostas pelas diferentes condições das missões de vôo; o “questionário das Escalas Analógicas Visuais do Humor (VAMS)” para avaliação subjetiva dos estados de humor e a análise de Cortisol Salivar. Inicialmente será realizada uma curva circadiana basal (cortisol salivar 24h). Posteriormente os dados serão coletados nas situações pós “briefing” (pós-coordenadas de trabalho e atividades), antes e após as missões de vôo simples e complexa. Espera-se que os níveis de cortisol salivar e o perfil dos estados de humor apresentem uma modificação significativa após as missões.
O gene da enzima conversora de angiotensina (ECA) possui um polimorfismo que é identificado pela presença (alelo I – inserção) ou ausência (alelo D – deleção) de um fragmento de 287 pb. O alelo D codifica a ECA, que apresenta alta atividade em relação ao alelo I. Estudos recentes têm sugerido uma relação desse polimorfismo com o aumento da hipertensão, pois o alelo D está associado com o aumento da ECA e conseqüente aumento da atividade da angiotensina II (vasoconstritor) e/ou grande degradação da bradicinina e angiotensina 1-7 (vasodilatadores). E, ainda, relatam uma alta prevalência das doenças cardiovasculares em pacientes com a Síndrome de Apnéia e Hipopnéia Obstrutiva do Sono (SAHOS). Além disso, é possível observar recentes dados que têm explorado a relação do genótipo da apoliproteina E (APOE) para SAHOS, devido ao alelo 4 (quatro) do gene apresentar associação com o aumento do risco da SAHOS em pacientes com doenças cardiovasculares. Sugerindo uma interação do sistema nervoso central e cardiovascular. Porém o mecanismo para compreender a relação do efeito do genótipo da APOE e da ECA na SAHOS e cardiovascular é desconhecido. Portanto, a mestranda Renata do Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício (CEPE), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) tem como objetivo desse estudo investigar se o polimorfismo da ECA e da APOE apresentam associações da hipertensão com a SAHOS. Por meio da distribuição dos genótipos e das freqüências alélicas para o gene da ECA e APOE em pacientes com SAHOS com ou sem hipertensão na população brasileira.
A presença de um ritmo circadiano do torque isométrico máximo já está bem estabelecida. E o Ritmo circadiano se refere às variações de um processo que estão associados ao ciclo claro-escuro, cujo período (intervalo em que um ciclo se completa) varia de 20 a 28 horas, de acordo com a espécie. Cada período de um ritmo circadiano, constitui-se de dois momentos que é definido como fases do ritmo Porém, existem poucas evidências da presença de um ritmo circadiano na função muscular concêntrica isocinética, sendo os resultados conflitantes
Os objetivos deste estudo são: avaliar a presença
de ritmo circadiano das variáveis da função
isocinética (pico de torque, trabalho, potência média,
relação agonista-antagonista e índice de fadiga)
em diferentes velocidades dos movimentos de extensão e flexão
do joelho e investigar a possível origem periférica
e/ou central destas flutuações ao longo do dia.
Os indivíduos irão ao CEPE por seis dias para a realização
da coleta de dados em seis horários diferentes: 02:00, 06:00,
10:00, 14:00, 18:00, 22:00 horas, ocorrendo uma sessão de
teste por dia, com intervalo de 6 dias entre os testes. O dinamômetro
isocinético será utilizado no modo isocinético
concêntrico/concêntrico nas velocidades de 60 e 240°/s.
A fibromialgia (FM) refere-se a uma condição dolorosa
generalizada e crônica que engloba uma série de manifestações
clínicas como dor, fadiga, indisposição, distúrbios
de sono.
A avaliação da qualidade do sono
é importante tanto para prática clínica quanto
para pesquisa. Para mensurar a qualidade do sono, existem métodos
objetivos, como a polissonografia, que é o melhor método
para o diagnóstico dos distúrbios do sono, e métodos
subjetivos, representados pelos questionários pelo qual o
sono é avaliado em seus aspectos gerais, dando enfoque ao
tempo para o seu início, qualidade, aspectos comportamentais,
presença de despertares e sonolência diurna. Dentre
esses, podemos citar o Questionário Epworth e o Questionário
de Pittsburgh, que se refere à qualidade do sono no último
mês. No entanto, erros de interpretação, bem
como aspectos culturais podem influenciar a especificidade e sensibilidade
destes métodos. Tais métodos estão extremamente
relacionados à percepção subjetiva do indivíduo,
além do objeto a ser percebido (perfil do sono), existirá
um sujeito que percebe e que fornece sua disposição
pessoal subjetiva. Essa percepção subjetiva é
necessariamente incompleta, visto que os indivíduos possuem
racionalidade limitada. Embora a qualidade de sono represente uma
medida subjetiva que está relacionada com uma percepção
individual, de forma geral, esta percepção parece
estar relacionada com os benefícios proporcionados por uma
boa noite de sono.
O Exercício Físico proporciona
inúmeros benefícios à saúde, mas existe
um consenso informal que cita alguns malefícios desta atividade.
E a dependência de exercício tem sido elencada como
um elemento importante a ser determinado dentre esses malefícios.
Uma ânsia por exercício físico, e um comportamento
incontrolável em praticar esta atividade de forma excessiva,
que se manifesta por sintomas fisiológicos (tolerância
e abstinência) e/ou psicológicos (ansiedade e depressão)
são formas de manifestação desta dependência.
E, nesses indívíduos dependentes, quando privados
do exercício, facilmente se notam sintomas como irritabilidade,
ansiedade, depressão e sentimentos de culpa
Atualmente inúmeras pesquisas científicas
têm como tema o exercício físico, devido ao
papel e aos benefícios que este pode trazer quando bem
programado e realizado. Quando realizado de maneira moderada e
regularmente, além de associar-se ao bem estar físico
e psicológico, pode prevenir acidentes cardiovasculares,
obesidade e muitas doenças resultantes desta, ajudando
ainda, no controle ponderal e na diminuição de sintomas
de ansiedade e depressão. No entanto, sabe-se que por ser
uma atividade muito apreciada por grande parte da população,
a prática de exercício físico pode ocasionalmente
transformar-se em um comportamento compulsivo, tornando-se um
fator prejudicial à saúde e criar níveis
de dependência. Apesar do exercício físico
ser visto como um comportamento que promove benefícios
fisiológicos e psicológicos, alguns estudos referem
que o exercício praticado de forma excessiva pode afetar
negativamente um indivíduo tanto na esfera física
como na esfera psicológica. E mesmo considerando os benefícios
desta atividade, existe um consenso informal de que a prática
excessiva de exercício físico pode desencadear efeitos
negativos, como lesões musculares, síndrome do overtraining
e a dependência de exercício físico.
Dentre as recentes descobertas sobre os benefícios
do exercício físico regular e a relação
com os diversos processos orgânicos, reside à perspectiva
de que esta atividade pode levar á alterações
benéficas na função cognitiva. Por outro
lado, essa alteração pode ser negativa, sendo essa
variação de positivo ou negativo, determinada pela
forma com que o exercício físico é conduzido,
isto é, qual a magnitude da carga está sendo utilizada,
qual a freqüência de realização, que
tipo de exercício está sendo empregado (aeróbio,
anaeróbio), e que população está sendo
submetida a esse protocolo (gênero, idade). |
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