Dentre os estudos e os projetos, alguns ainda em fase de desenvolvimento
por estagiários e pós-graduandos do CEPE, junto aos programas de pós-graduação em Psicobiologia, Nutrição e Medicina da UNIFESP, destacam-se as seguintes linhas de pesquisa em Psicobiologia e o Exercício Físico, atividade física que se correlaciona com:
• O sono, privação do sono e os distúrbios do sono;
• Exercício Físico;
• Transtorno do humor;
• Obesidade;
• Ritmos biológicos;
• Trabalho por turno;
• Dependência e comportamentos abusivos;
• Cognição e memória.

Pesquisas realizadas pela equipe do CEPE:

"Efeito do exercício físico no padrão em seres humanos sedentários sem distúrbios do sono"

"Ingestão e restrição noturna de carboidratos na oxidação lipídica durante o sono"

"Análise dos processos decisórios em trabalhadores de turno com e sem privação de sono"

"O efeito hormonal em adolescentes obesos"

"Avaliação da incidência dos movimentos periódicos de pernas com a prática do exercício físico"

"Estudo revela que atividade física melhora a memória"

"Exercícios físicos no auxilio da cura da insônia"

"Avaliação do padrão e das queixas de sono de trabalhadores por turnos em uma Usina geradora de energia"

"Efeito de diferentes tipos de exercício auxilia na melhora do sono dos idosos"

"Estudos revelam que exercícios físicos melhoram as funções da memória dos idosos"

"Pesquisa verifica o desempenho físico de atletas cegos"

"Universidade pesquisa comportamento de pilotos de arenonaves"

"Pesquisa procura relacionar SAHOS com diferenças genéticas"

"Pesquisa avalia a presença de ritmo circadiano nas variáveis da função isocinética"

"Efetividade da Hidroterapia no padrão de sono em pacientes portadores de Fibromialgia"
GRUPO CEPEFISIO

"Comparação entre percepção subjetiva de sono através de questionários e medida objetiva do sono através de polissonografia em voluntários sedentários"

"Dependência de Exercício Físico e queixas de sono em atletas amadores e profissionais
de modalidades esportivas coletivas e individuais do gênero masculino"

"Dependência de Exercício Físico e queixas de sono em atletas amadores
de modalidades esportivas coletivas e individuais"

"Efeito do exercício físico agudo na função cognitiva: comparação
entre carga retangular e exaustão voluntária máxima"



"Efeito do exercício físico no padrão em seres humanos sedentários sem distúrbios do sono"

Pesquisa revela a influência da execução de exercícios físicos no padrão e eficiência do sono

Nos últimos anos, diversos estudos vêm sendo realizados com o intuito de verificar os efeitos do exercício físico no sono. Porém, devido às diferenças metodológicas com relação ao horário, duração e intensidade do exercício, ainda não há um consenso na literatura sobre a sua real influência no sono.

Neste estudo Márcio Vinícius Rossi, mestrando em psicobiologia, tem por objetivo avaliar a influência de três (3) tipos de exercício físico (aeróbio, anaeróbio e musculação), em diferentes tempos de execução (agudo e crônico), em diferentes horários de execução, no padrão e eficiência do sono dos seres-humanos.

Para tanto serão selecionados 520 sujeitos, 260 homens e 260 mulheres, com idade entre 18 e 60 anos, clinicamente saudáveis e sedentários. Desses, 480 se submeterão a um programa de exercício físico semanal – 3 vezes por semana - durante 72 semanas, num total de seis meses. Dessa forma serão divididos em quatro grupos: 40 no grupo controle – sem exercício físico, 160 no grupo de exercício aeróbio, 160 no grupo de exercício resistido (musculação) e 160 no grupo de exercício anaeróbio.

Cada grupo experimental será dividido em quatro (4) subgrupos com 40 sujeitos cada, 20 homens e 20 mulheres: manhã (das 7hs às 9hs), início da tarde (das 13hs às 15hs), início do período noturno (das 18hs às 20hs) e à noite (das 20hs às 22hs).

Será realizado exame polissonográfico, teste ergoespirométrico e composição corporal antes, durante e imediatamente após o período de treinamento, além de um registro polissonográfico, uma semana após o término desse período.

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"Ingestão e restrição noturna de carboidratos na oxidação lipídica durante o sono"
O Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício (CEPE) revelam por meio de pesquisas a influência da ingestão de carboidratos em horários de metabolismo que ocorrem durante o sono

Apesar do aumento na sociedade contemporânea de indivíduos que apresentam alteração no ciclo de ingestão alimentar em função de horas irregulares de trabalho e aspectos sociais diversos, pouco se conhece de como o corpo reage metabolicamente com tais mudanças.

A doutoranda Cibele Crispim, propõe-se neste estudo, avaliar a influência da ingestão de carboidrato em diferentes quantidades e horários no metabolismo lipídico durante o sono. Buscando, assim, identificar se a oxidação de lipídeos poderá ser influenciada pela ingestão de determinados nutrientes no jantar.

Para tanto serão recrutados 20 homens sedentários com idade entre 20 e 30 anos, que participarão de duas sessões de cinco (5) dias cada, com um período de 15 dias de intervalo entre as sessões.

Na primeira e segunda sessão os voluntários seguirão uma rica e restrita dieta em carboidratos no período noturno, respectivamente. Um rigoroso estudo metabólico será realizado no primeiro e quinto dia de cada sessão.

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"Análise dos processos decisórios em trabalhadores de turno com e sem privação de sono"
Pesquisa avalia a ausência de memória em pessoas que trabalham em horário noturno

As características do trabalho em turno predispõem os trabalhadores a diversos tipos de risco. Esses fatores e condicionantes podem afetar os processos cognitivos dos trabalhadores, ou seja, sua memória, deixando-os susceptíveis ao erro.

Sob orientação do Dr. Marcos Túlio de Mello, o mestrando em educação Física e treinamento esportivo, Franco Noce analisará em sua pesquisa “Os processos decisórios em diferentes tipos de trabalho em turno” como os trabalhadores se portam com o procedimento. E, ainda, sua relação com o erro humano.

Participarão dos estudos trabalhadores do gênero masculino, com idade até 64 anos, que tenham no mínimo dois anos de experiência no trabalho em turno.

Para tanto os indivíduos trabalhadores que atuam no processo de turno serão investigados em quatro grupos:

a) com grande atividade de atenção e cognição com SAOS;

b) sem exigência de grande cognição com SAOS;

c) com grande atividade de atenção e cognição sem SAOS;

d) sem exigência de grande cognição sem SAOS.

Os dados serão coletados por meio de um questionário de análise de condições e fatores intervenientes nos processos decisórios, e pelo Sistema de Testes de Viena, equipamento que analisa diversas variáveis cognitivas. Os trabalhadores serão avaliados após seu período de repouso e após sua jornada de trabalho nos turnos matutino, vespertino e noturno. Espera-se que o tipo de trabalho, duração do turno e experiência do trabalhador afetem significativamente suas capacidades cognitivas e, em especial, as decisórias.

Pouco se tem de produção científica deste assunto no mundo. Muito se estuda sobre aspectos biológicos do trabalhador em turnos, mas quase nada sobre a parte cognitiva e, em especial, os processos decisórios.

A idéia geral é, observar como o desgaste físico e mental afeta a capacidade de tomada de decisão dos trabalhadores em turno. A finalidade é detectar possíveis aspectos que permitam reduzir o índice de erro dos trabalhadores, evitando assim acidentes.

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"O efeito hormonal em adolescentes obesos
"
Pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo revela que exercícios físicos de força podem ajudar adolescentes obesos na redução de massa corpórea.

A obesidade juvenil tem aumentado sua prevalência de forma acentuada nas últimas décadas nos paises desenvolvidos, e o mesmo ocorrendo também nos em desenvolvimento, onde a desnutrição costumava ser prevalente, inclusive o Brasil.
As variações na composição corporal podem ser decorrentes de inúmeros fatores, no entanto, a adequação da atividade física, principalmente na fase de crescimento, pode contribuir de forma significante para o controle da obesidade.
O professor Dr. Sérgio Stella, orientado pelo Dr. Marco Túlio coordenador do Centro de Estudos em pscicobiologia e exercício (Cepe) em 2003 realizou a pesquisa Efeito do exercício de força sobre a adiposidade periférica e visceral, perfil lipídico, glicídio, para verificar a incidência de obesidade em adolescentes.

Para tanto, aplicou em mais de 200 adolescentes obesos do gênero masculino, na idade entre 14 e 19 anos, três vezes por semana, exercícios físicos (aeróbio, recreação e musculação) e recebiam atendimentos e orientações de nutricionistas e psicológos a cada quinze dias. Durante seis meses eles foram avaliados quanto sua adiposidade periférica e visceral, bem como seu perfil lipídico, glicídico e hormonal.

A Obesidade central, periférica e visceral e o perfil lipídico são variáveis que apresentam diferentes respostas frente a este tipo de programa. Isto foi visto em diversos estudos que se utilizaram nesta metodologia, principalmente por não haver um aumento do componente de massa magra, essencial para um balanço energético negativo e possível melhora neste perfil.

Desta forma, analisar as adaptações e/ou impacto dos exercícios de força, como mais uma alternativa do tratamento não medicamentoso, podem resultar em evidências importantes do programa de tratamento para o controle da obesidade central juvenil e suas co-morbidades, uma vez que não existe consenso na literatura sobre estas possíveis alterações, bem como a administração do exercício físico mais adequado para esta população.

Os resultados revelaram que, o treinamento de força reduziu a massa corporal, gordura corporal, gordura sucutânea e visceral em adolescentes do gênero masculino.

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"Avaliação da incidência dos movimentos periódicos de pernas com a prática do exercício físico"

Movimento Periódico de Pernas (MPP) é caracterizado como um distúrbio do sono, afetando em média 5% da população em geral Esses movimentos durante o sono são movimentos rítmicos, repetidos e estereotipados de pernas, ocasionados por contrações musculares.
Aproximadamente metade dos casos é de origem familiar. A síndrome por ocorrer durante o sono pode retardar o início do sono, interrompê-lo, ou então, abreviar a sua duração.

A incidência destes movimentos periódicos aumenta com a idade e com a presença de doença metabólica ou neurológica. Podem causar insônia ou sonolência excessiva durante o dia ou podem passar assintomáticos para o paciente. Com freqüência os movimentos acompanham a síndrome de apnéia do sono e podem ser o primeiro sinal que conduz o paciente ou seu cônjuge a solicitar intervenção médica.

O diagnóstico da síndrome é atualmente, baseado na história fornecida pelo paciente. Nenhum exame complementar ou teste de laboratório é necessário ou útil para fornecer um diagnóstico mais acurado.

Sua origem não está totalmente esclarecida. Correntes evidenciam deficiência de dopamina no Sistema Nervoso Central, outras relatam uma alteração no metabolismo do ferro. Há outros fatores que também são descritos como possíveis causas, dentre elas o álcool, complicações renais e mielopatias. Além do tratamento de outros distúrbios do sono com drogas tricíclicas antidepressivas, anticonvulsivantes, benzodiazepínicos, barbitúricos e outros hipnóticos também podem facilitar o aparecimento do MPP.

A intervenção farmacológica é limitada aos pacientes que necessitam de um critério de diagnóstico específico, onde dentro destes se enquadram:

a) Agentes Dopaminérgicos: Estes agentes aumentam os níveis livres de dopamina. Entre os agentes dopaminérgicos estão incluídos os precursores de dopamina e os agentes de ação direta nos receptores dopaminérgicos (ex.: agonistas dos receptores dopaminérgicos).

b) Agonistas do receptor dopaminérgico: Estes possuem via de ação nos receptores D2 de dopamina, estando presente na pré e pós sinápse.

c) Precursores de dopamina: Os precursores podem ser carbidopa/levodopa ou carbidopa/benzerazida, tendo como ação liberar a levodopa no cérebro, onde esta é convertida em dopamina. Existem 2 fatores que dificultam o uso de carbidopa/levodopa: 1) a meia vida da droga é muito curta, podendo os sintomas retornarem no terço final da noite, no entanto atualmente existem medicamentos com liberação lenta; 2) aumento de reações dos sintomas ocorridos antes do tratamento com o medicamento (ALLEN et al., 1996).

d) Opióides: O tratamento mais potente são os opióides que são reservados somente aos pacientes que resistem aos outros tipos de tratamento. Os efeitos colaterais associados ao uso dos opióides podem ser descritos por: náuseas, vômito, sedação e vertigens. Também pode ser notada tolerância moderada, tendo que ser realizado aumentos evidentes da dose para se manter os benefícios iniciais do tratamento.

e) Benzodiazepínicos: São sedativos que podem ser considerados como forma de tratamento para MPP/SPI. A maioria deles são efetivos na melhoria da qualidade de sono e também nos sintomas associados durante a vigília. No entanto, pode ocorrer dependência com o uso direto de benzodiazepínico, sendo isto descrito como um grande desconforto causado a alguns pacientes.
Recentes estudos demonstraram a presença deste distúrbio em indivíduos com lesão medular, visto que seu tratamento com a prática do exercício físico aeróbio se mostrou bastante eficiente na redução da incidência dos movimentos. Desta forma é de suma importância a avaliação da prática do exercício físico sistematizado em indivíduos sem lesão medular, verificando se o exercício físico poderia influenciar nas manifestações deste distúrbio do sono, melhorando a arquitetura do sono dos pacientes que apresentam essa síndrome e conseqüentemente levando a uma melhor qualidade de vida.

Uma das hipóteses para essa melhora seria a liberação dopamina e beta endorfina, substâncias que são liberadas no organismo durante a prática do exercício físico e que estariam ligadas a redução desses movimentos durante o sono.

Para tanto a Dra. Andréa Maculano Esteves, mestre em psicobiologia e doutoranda em Ciências da saúde pelo Departamento de Psicobiologia pela Universidade Federal de São Paulo desenvolveu um protocolo onde o paciente durante 6 meses fará exercícios de bicicleta ergométrica, 3 x por semana. Durante este período, são realizadas polissonografias no decorrer do projeto para reavaliações, verificando desta forma os benefícios do exercício para o paciente.

O projeto é direcionado aos que apresentam índice de Movimento Periódico de Pernas acima de 5 por hora e não façam tratamento farmacológico.

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"Estudo revela que atividade física melhora a memória"

Praticar uma atividade física regular pode melhorar a qualidade de vida, mas os maiores benefícios só serão percebidos com o passar dos anos.


A pesquisa veio da necessidade de solucionar desgastes físicos e mentais de pessoas que trabalham em esquema de revezamento em turnos e dormem pouco, como policiais, médicos, jornalistas, motoristas e enfermeiros.

O estudo começou a ser desenvolvido em 2002 pela pesquisadora Hanna Karen Antunes – doutoranda em psicobiologia, supervisionada pelo professor da Unifesp, Marco Túlio de Mello - e teve a sua primeira etapa realizada durante o Ecomotion/Pro de 2003, na Chapada Diamantina, quando atletas de três equipes (Atenah, Bio Ritmo e Lobo Guará) foram submetidos a vários exames preliminares e posteriores à prova.

Durante cinco meses, 50 voluntários de 60 a 75 anos participaram de um programa de atividade física três vezes por semana. Todos tiveram uma melhora na capacidade cardiorespiratória e muscular, e diminuíram sintomas de depressão e ansiedade. "Foi observado ainda um aumento da capacidade de memória", afirma a pesquisadora Hanna Antunes. Segundo ela, a atividade física ajuda a diminuir a viscosidade do sangue, o que contribui para aumentar o fluxo sangüíneo cerebral, melhorando as capacidades cognitivas, como a memória.
O estudo revela que, uma vida ativa, com atividades físicas e intelectuais diminui o risco de demência e a perda da memória.

A pesquisa - Para desvendar a influência desses fatores nos atletas, o estudo começou na primeira edição do Ecomotion/PRO, realizada na Chapada Diamantina. Na ocasião foram observadas as equipes Atenah, Bio Ritmo e Lobo Guará e em agosto passado foi feito um simulado de corrida de aventura em laboratório.
O grupo a ser pesquisado entre quatro paredes era formado por atletas de corrida de aventura que fizeram a simulação, atletas que não a fizeram e não dormiram, e um grupo sedentário. O grupo sedentário não fez exercício físico, mas estavam sem dormir nas mesmas condições dos atletas.

“No primeiro dia todo mundo estava rindo, alegre. No segundo dia as pessoas riam menos, já estavam um pouco mais mal-humoradas e no terceiro dia elas mal conversavam. Observamos então um isolamento social; as pessoas não queriam ficar perto uma das outras, porque o barulho incomodava e não se cumprimentavam pelo nome, apenas fazendo gestos”, concluiu a pesquisadora.

E uma das observações de Hanna é justamente o “pique” dos competidores. “O que chama a atenção no atleta de corrida de aventura é que embora ele esteja fazendo exercício físico por um longo período, ele continua relativamente bem. Parece que o exercício físico, por algum mecanismo que a gente ainda não sabe qual é, protege o organismo dos atletas contra os efeitos maléficos da privação do sono”, esclareceu Hanna.

A pesquisa Sendo assim, a pesquisa realizada com os atletas do Ecomotion/PRO foi feita da seguinte maneira: Além de realizarem diversos tipos de exames como de sangue, urina, cognitivos e composição corporal, os atletas dormiram no laboratório para ser feita uma polisonografia, para avaliar o padrão de sono do indivíduo. Depois de todas as avaliações eles competiram e imediatamente após a prova foram submetidos novamente a todos os exames.

Para este Ecomotion/PRO, da Bahia, alguns atletas já tinham em mãos os resultados dos exames já realizados em outras competições e foram monitorados de perto pela equipe do Instituto do Sono.

Segundo especialistas, tirar um cochilo de cerca de 20 minutos pode restabelecer parte da capacidade de concentração, reduzir a sonolência e aumentar o estado de alerta do trabalhador. A pesquisadora, defende que os profissionais façam exercícios físicos.

No experimento, enquanto um grupo de atletas permanecia sob atividades físicas, outro, também de esportistas, não podia se exercitar. Havia, ainda, uma terceira turma, a de pessoas sedentárias.

Depois de 96 horas sem dormir, os voluntários realizaram testes de atenção, motricidade, memória de longo prazo e aprendizagem. Em todos os casos, o melhor desempenho ficou com a turma de atletas que teve de praticar esportes durante todo o período.

"O exercício físico criou uma máscara sobre os sintomas dos voluntários. Quem se exercitou sofreu menos os impactos da privação de sono", informa Antunes.

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"Exercícios físicos no auxilio da cura da insônia"
Influência de três diferentes tipos de exercício físico no padrão de sono de pacientes com insônia.

A insônia é o mais comum distúrbio do sono. Cerca de 1/3 da população adulta diz ter dificuldades em iniciar e/ou manter o sono, entretanto, acredita-se que apenas 10% dessa população possuam queixas crônicas. Geralmente a insônia está associada aos prejuízos físicos, psicológicos, e ocupacionais; além disso, a falta de sono pode ser responsável por uma redução importante na qualidade de vida dessas pessoas. São utilizados para o tratamento da insônia dois tipos de terapias, a terapia farmacológica e a terapia não farmacológica.

Os medicamentos mais utilizados são os sedativo-hipnóticos, por serem substâncias que reduzem a atividade cerebral e por conseqüência facilitam o inicio e/ou a manutenção do sono, entre eles podemos citar os novos hipnóticos: zolpidem, zaleplom e zoplicone. Em relação aos tratamentos não farmacológicos, os mais utilizados são a terapia cognitiva, a terapia de controle de estímulos, a terapia de restrição de sono, a terapia de relaxamento, a terapia de intenção paradoxal, e a higiene do sono. Entretanto, novas terapias não medicamentosas têm sido propostas na literatura, entre elas o exercício físico.

Diante disso, a pesquisadora Giselle Soares Passos, mestranda em Ciências pelo Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) pretende, em um estudo, avaliar o efeito agudo e crônico de diferentes tipos de exercício físico (aeróbio contínuo, aeróbio intervalado e resistido) no padrão de sono de pacientes com insônia crônica primária.
Para tanto, serão selecionados (clique para se inscrever) 80 pacientes que possuam insônia (gênero masculino e feminino), com idades entre 30 e 55 anos. Com duração de seis meses, todo o procedimento é realizado no Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício – Instituto do Sono.

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"Avaliação do padrão e das queixas de sono de trabalhadores por turnos em uma Usina geradora de eneria"
Pesquisa avalia distúrbios do sono em trabalhadores em turno de usinas nucleares

O ciclo vigília-sono é considerado uma adaptação do organismo ao ciclo dia-noite, persistindo mesmo na ausência de pistas temporais. Essa persistência da ritmicidade biológica em ambientes naturais ou artificiais mantidos constantes é uma das demonstrações do caráter endógeno dos ritmos biológicos. Algumas mudanças neste padrão podem levar às alterações comportamentais, principalmente em relação ao sono tornando-se um fator de risco para aumento de acidentes e para a saúde do trabalhador.

Como os trabalhadores em turno de rodízio alteram constantemente seus horários de dormir eles apresentam perturbações no padrão de sono. Este quadro pode desencadear alguns distúrbios de sono, além de outras conseqüências como: o comprometimento do desempenho profissional, o conflito social e conjugal, as perturbações de humor e distúrbios psiquiátricos graves, a maior probabilidade de sofrer acidentes de trânsito e de trabalho, o aumento da incidência de doenças cardiovasculares e a hipertensão arterial sistêmica, entre outras.

Desta forma o objetivo deste estudo é analisar as variáveis relacionadas ao padrão as queixas e os distúrbios do sono nos trabalhadores em turno de revezamento das duas Usinas Nucleares Brasileiras. O projeto será desenvolvido em três etapas: palestras; aplicação de questionários e realização de Polissonografia. O estudo encontra-se na fase de análise de dados.

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"Efeito de diferentes tipos de exercício auxilia na melhora do sono dos idosos"

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas últimas décadas tem ocorrido um grande crescimento demográfico da população idosa. Em 2000 foram registrados 14,5 milhões de idosos no país e até 2025 podemos chegar a 32 milhões, representando um aumento de 16 vezes entre 1950 e 2025 de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O envelhecimento é considerado um sinalizador temporal, particularmente por ser um processo dinâmico e progressivo com modificações morfológicas, funcionais, bioquímicas e psicológicas que determinam perda progressiva da capacidade de adaptação do indivíduo ao meio ambiente, ocasionando maior vulnerabilidade e maior incidência de doenças.
Acompanhando essa tendência, observa-se nas Universidades a necessidade de desenvolver programas para que os indivíduos se prepararem para as etapas mais avançadas da vida, onde o processo de envelhecimento aumenta a incidência de doenças e alterações no padrão do sono.

Com isso, a prática de exercícios físicos, tem sido proposta como alternativa não medicamentosa na melhora do sono, uma vez que o atividade física coordenada tem se mostrado benéfica na melhora do sono, inclusive para a população idosa.
Desta maneira Valter Viana pesquisador do Centro de Estudos de Psicobiologia do Exercício (CEPE) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), pretende investigar o impacto de diferentes tipos de exercícios físicos no padrão e eficiência do sono de idosos como tratamento não farmacológico dos processos de envelhecimento.

A proposta é que uma intervenção de longa duração com diferentes tipos de exercícios físicos (aeróbio, força e combinado) possa fornecer diretrizes importantes para futuras investigações relativas aos efeitos do exercício físico crônico e a utilização do mesmo como tratamento para a melhora do padrão e eficiência do sono de idosos.
Para tanto Valter Viana utilizará um protocolo de treinamento progressivo, segundo as recomendações do American College of Sports Medicine (2000) em diferentes tipos de exercícios físicos, onde pretende encontrar melhoras significativas no padrão e eficiência do sono de idosos.

Segundo Valter, o sono de pessoas ativas é melhor quando comparado ao de pessoas inativas. Sua hipótese é que uma boa qualidade de sono proporciona um menor cansaço durante o dia seguinte e mais disposição para a prática de atividade física.

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"Estudos revelam que exercícios físicos melhoram as funções da memória dos idosos"

Com o aumento da idade ocorre também uma diminuição do número de pessoas idosas envolvidas em exercícios físicos e, por conseqüência, da capacidade física, aumentando desta forma o risco de desenvolvimento de doenças crônicas.

Contudo, os exercícios físicos não apenas diminuem a possibilidade de doenças e óbitos, como também podem aumentar a qualidade de vida e a auto-estima dos indivíduos propiciando uma melhorara nas funções cognitivas mantendo um nível mais elevado de memória.

Desta forma, Viviane Grassmann, estagiária do Centro de Estudos de Psicobiologia do Exercício (CEPE) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), tem como objetivo em pesquisa averiguar os efeitos do treinamento combinado nas funções cognitivas de idosos.

Para tanto, participarão do projeto 50 voluntários sedentários, do gênero masculino, com idade entre 65 a 75 anos e com escolaridade de oito anos, isto é, pelo menos o ensino fundamental completo. Serão aplicados questionários de nível de atividade física, questionários que avaliam os níveis de depressão e ansiedade, atenção e memória, as chamadas baterias WAIS Wechsler. E, objetivando averiguar o efeito do exercício físico combinado sobre as funções cognitivas de idosos, ou seja, como o estímulo captado por meio do ouvido é recebido pelo cérebro, será realizado também o potencial evocado (ERP-P300).

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Pesquisa verifica o desempenho físico em atletas cegos

A luz é considerada o principal estímulo sincronizador dos ritmos circadianos endógenos, ou seja, a temperatura corporal básica, por exemplo, capaz de promover uma flutuação cíclica ao longo do dia para temperatura corporal, secreção hormonal e variáveis relacionadas ao desempenho físico, particularmente para força de contração isométrica.

Na sua ausência, caso observado em indivíduos cegos, os ritmos circadianos como o da temperatura corporal, secreção hormonal e propensão ao sono tendem a apresentar atrasos diários, condição conhecida como ritmos em livre-curso.

Nesta pesquisa a Dra Camila Fabiana Rossi Squarcini , do Centro de Estudo em Psicobiologia e Exercício (CEPE), do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), investigará em indivíduos deficientes visuais o ritmo da força isométrica, a exemplo das outras variáveis, em livre-curso. O objetivo da presente pesquisa foi investigar o ritmo circadiano da força isométrica e da temperatura corporal em atletas cegos.

Para tanto foram utilizados seis voluntários, que participaram do estudo, onde envolveu a coleta da temperatura corporal (de hora em hora durante um período de 24 horas) e da força isométrica de preensão manual e das costas (em seis momentos ao longo do dia com intervalo de no mínimo 8 horas entre si) em três finais de semana separados por uma ou duas semanas. Para cada ocasião, foram calculadas as acrofases (picos) através do método cosinor (p<0,05) as quais foram ajustadas a uma reta de regressão linear. O período endógeno foi determinado pela soma do coeficiente angular da reta de regressão linear com o valor de 24 horas. Dos seis voluntários, três apresentaram ritmos em livre-curso (tau > 24,0 h) tanto para temperatura corporal quanto para força isométrica e, outros três apresentaram ritmos sincronizados (tau = 24,0 h) somente para uma variável (dois apresentaram ritmos sincronizados para a temperatura corporal e um apresentou ritmo sincronizado para a força). Estes últimos são sugestivos de casos de sincronização por estímulos não-fóticos, supostamente relacionado a prática de exercício físico, desde que são atletas. Conclui-se que o ciclo claro-escuro é o principal sincronizador do ritmo circadiano da força isométrica uma vez que é observado ritmo regular em indivíduos que enxergam e padrão em livre-curso em indivíduos cegos. Foi verificado, também, a primeira demonstração da presença de ritmos em livre-curso da força isométrica em atletas cegos.

A presente pesquisa constitui a base para a construção de novas técnicas sincronizadoras, possivelmente pelo exercício físico e para compreensão do desempenho físico em atletas cegos.

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Universidade pesquisa comportamento de pilotos de aeronaves
Em pesquisa Universidade Federal de São Paulo, monitora estados de humor de pilotos de caça e instrução,
nas situações antes e após missões

A segurança de vôo é elemento fundamental na atividade de aviação. Acidentes e incidentes fazem parte da história da aviação, sendo que parte significativa das causas está relacionada ao desempenho humano.

O desempenho humano é afetado pelos aspectos cognitivos e a relação de consonância destes com o nível de exigência da tarefa. Contudo, aspectos comportamentais como as alterações do humor e estado de estresse, provocadas pela restrição de sono, fadiga e ocorrências externas podem facilmente influenciar a expressão ótima destas capacidades cognitiva e, naturalmente, o desempenho do piloto.

Pouco antes da realização de tarefas importantes, o piloto se encontra em um estado de intensa carga psíquica. Este estado se caracteriza, sob o ponto de vista psicológico, pela antecipação das oportunidades, riscos e conseqüências. Nesta fase, intervêm freqüentemente medo e temor, que não só se manifestam em processos cognitivos, mas também podem produzir reações vegetativas, motoras e emocionais.

A pilotagem de aeronaves, aparentemente não se caracteriza por intenso esforço físico. Ao contrário, o piloto tende a se tornar cada vez mais sedentário, em razão de permanecer por longos períodos de tempo sentado e com restrita movimentação dos principais segmentos corporais. Por outro lado, a responsabilidade da função demanda um grande componente de estresse mental, aliado à necessidade de permanentemente estar o piloto vigilante, atento, e preciso em seus movimentos de comando da aeronave.

Verificou-se, por meio dos dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, que em um período de 10 anos, 77% das ocorrências estavam relacionadas a fatores psicológicos, destacando-se a ansiedade, a diminuição dos níveis de atenção e a pressão.

Nesse sentido, as variações dos estados de humor podem influenciar de forma significativa o desempenho de pilotos, visto que os diferentes tipos de missão que cumprem podem afetar seu estado emocional e, conseqüentemente, sua decisão.

Desta maneira o Dr. Franco Noce pesquisador do Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício (CEPE) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), tem como objetivo neste estudo a monitoração os estados de humor e nível de estresse de pilotos de caça e instrução da Marinha do Brasil em missões de vôo simples e complexas.

Participarão do estudo, 30 pilotos de caça e instrução da marinha brasileira, do gênero masculino, que estejam fisicamente aptos à função e que não apresentem infecções ou doenças que possam comprometer a percepção dos mesmos quanto aos estados de humor e níveis de cortisol salivar no momento das coletas.

Serão utilizados para a coleta de dados o “Inventário de análise da percepção subjetiva do risco da missão”, utilizado pela própria marinha brasileira antes das missões de vôo. O “questionário do Perfil dos Estados de Humor (POMS)” para avaliação subjetiva das variações impostas pelas diferentes condições das missões de vôo; o “questionário das Escalas Analógicas Visuais do Humor (VAMS)” para avaliação subjetiva dos estados de humor e a análise de Cortisol Salivar.

Inicialmente será realizada uma curva circadiana basal (cortisol salivar 24h). Posteriormente os dados serão coletados nas situações pós “briefing” (pós-coordenadas de trabalho e atividades), antes e após as missões de vôo simples e complexa.

Espera-se que os níveis de cortisol salivar e o perfil dos estados de humor apresentem uma modificação significativa após as missões.

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Pesquisa procura relacionar SAHOS com diferenças genéticas

O gene da enzima conversora de angiotensina (ECA) possui um polimorfismo que é identificado pela presença (alelo I – inserção) ou ausência (alelo D – deleção) de um fragmento de 287 pb. O alelo D codifica a ECA, que apresenta alta atividade em relação ao alelo I.

Estudos recentes têm sugerido uma relação desse polimorfismo com o aumento da hipertensão, pois o alelo D está associado com o aumento da ECA e conseqüente aumento da atividade da angiotensina II (vasoconstritor) e/ou grande degradação da bradicinina e angiotensina 1-7 (vasodilatadores). E, ainda, relatam uma alta prevalência das doenças cardiovasculares em pacientes com a Síndrome de Apnéia e Hipopnéia Obstrutiva do Sono (SAHOS).

Além disso, é possível observar recentes dados que têm explorado a relação do genótipo da apoliproteina E (APOE) para SAHOS, devido ao alelo 4 (quatro) do gene apresentar associação com o aumento do risco da SAHOS em pacientes com doenças cardiovasculares. Sugerindo uma interação do sistema nervoso central e cardiovascular. Porém o mecanismo para compreender a relação do efeito do genótipo da APOE e da ECA na SAHOS e cardiovascular é desconhecido.

Portanto, a mestranda Renata do Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício (CEPE), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) tem como objetivo desse estudo investigar se o polimorfismo da ECA e da APOE apresentam associações da hipertensão com a SAHOS. Por meio da distribuição dos genótipos e das freqüências alélicas para o gene da ECA e APOE em pacientes com SAHOS com ou sem hipertensão na população brasileira.

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Pesquisa avalia a presença de ritmo circadiano nas variáveis da função isocinética

A presença de um ritmo circadiano do torque isométrico máximo já está bem estabelecida. E o Ritmo circadiano se refere às variações de um processo que estão associados ao ciclo claro-escuro, cujo período (intervalo em que um ciclo se completa) varia de 20 a 28 horas, de acordo com a espécie. Cada período de um ritmo circadiano, constitui-se de dois momentos que é definido como fases do ritmo Porém, existem poucas evidências da presença de um ritmo circadiano na função muscular concêntrica isocinética, sendo os resultados conflitantes

Os objetivos deste estudo são: avaliar a presença de ritmo circadiano das variáveis da função isocinética (pico de torque, trabalho, potência média, relação agonista-antagonista e índice de fadiga) em diferentes velocidades dos movimentos de extensão e flexão do joelho e investigar a possível origem periférica e/ou central destas flutuações ao longo do dia.
Para tanto Leana do Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício (CEPE), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) se utilizará de doze voluntários do gênero masculino, com idades entre 20 e 30 anos, pareados por idade, altura, índice de massa corporal, nível de atividade física e cronotipo.

Os indivíduos irão ao CEPE por seis dias para a realização da coleta de dados em seis horários diferentes: 02:00, 06:00, 10:00, 14:00, 18:00, 22:00 horas, ocorrendo uma sessão de teste por dia, com intervalo de 6 dias entre os testes. O dinamômetro isocinético será utilizado no modo isocinético concêntrico/concêntrico nas velocidades de 60 e 240°/s.
Serão realizadas repetições até a exaustão. Ao mesmo tempo será coletado o sinal eletromiográfico (EMG). Os dados de temperatura corporal e muscular e parâmetros da força serão analisados pelo método cosinor e a atividade elétrica será representada pelos valores da root mean square (RMS) e freqüência mediana (Fmed) média dos registros eletromiográficos normalizados. Estes dados serão correlacionados com os valores hormonais, enzimas musculares e lactado plasmáticos que serão coletados antes e após cada sessão de teste.

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Efetividade da Hidroterapia no padrão de sono em pacientes portadores de Fibromialgia
Grupo CEPEFISIO
fibromialgia@psicobio.epm.br

A fibromialgia (FM) refere-se a uma condição dolorosa generalizada e crônica que engloba uma série de manifestações clínicas como dor, fadiga, indisposição, distúrbios de sono.
A freqüência da FM no Brasil é em torno de 10% da população, sendo mais freqüente no gênero feminino correspondendo a 80% dos casos.
Anormalidades do sono são referidas por mais de 90% dos pacientes com FM. Pacientes com FM relatam sono superficial, fragmentado e não-reparador, seguido de despertar precoce e fadiga matinal. Muitos estudos indicam que o sono não-reparador está relacionado a redução do limiar de dor no período da manhã. E da mesma forma, a presença de dor durante o dia parece prejudicar a noite subseqüente.
A hidroterapia é muito utilizado para aliviar a dor, reduzir o espasmo muscular, e desta forma induz o relaxamento. O meio aquático em uma temperatura relativamente branda diminui a sensibilidade das terminações nervosas sensitivas, e à medida que os músculos são aquecidos o seu tônus diminui ocorrendo o relaxamento e a diminuição da percepção da dor. Outro fator importante consiste no efeito da imersão sobre o sistema nervoso autônomo simpático, o qual diminui a produção de noradrenalina, sendo esse efeito um dos responsáveis pelo bem-estar pós-hidroterapia.
Neste sentido, pretendemos avaliar a efetividade da hidroterapia no padrão de sono em pacientes com FM.
Utilizaremos uma banheira terapêutica com água aquecida a 30 e 36ºC, na qual as pacientes serão submetidas a 15 sessões de hidroterapia, com duração de 20 minutos durante três semanas.
As pacientes realizarão avaliação médica, exame de polissonografia e questionários sobre sono e qualidade de vida.
O projeto é direcionado as mulheres que apresentam FM e que não façam tratamento farmacológico.
Assim, as pessoas interessadas em participarem desse projeto de pesquisa, devem entrar em contato pelo e-mail (fibromialgia@psicobio.epm.br), deixando os seus dados (Nome completo, endereço residencial, telefone de e e-mail) e/ou preenchendo a ficha de cadastro, para que entremos em contato.

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"Comparação entre percepção subjetiva de sono através de questionários e medida objetiva do sono
através de polissonografia em voluntários sedentários"

A avaliação da qualidade do sono é importante tanto para prática clínica quanto para pesquisa. Para mensurar a qualidade do sono, existem métodos objetivos, como a polissonografia, que é o melhor método para o diagnóstico dos distúrbios do sono, e métodos subjetivos, representados pelos questionários pelo qual o sono é avaliado em seus aspectos gerais, dando enfoque ao tempo para o seu início, qualidade, aspectos comportamentais, presença de despertares e sonolência diurna. Dentre esses, podemos citar o Questionário Epworth e o Questionário de Pittsburgh, que se refere à qualidade do sono no último mês. No entanto, erros de interpretação, bem como aspectos culturais podem influenciar a especificidade e sensibilidade destes métodos. Tais métodos estão extremamente relacionados à percepção subjetiva do indivíduo, além do objeto a ser percebido (perfil do sono), existirá um sujeito que percebe e que fornece sua disposição pessoal subjetiva. Essa percepção subjetiva é necessariamente incompleta, visto que os indivíduos possuem racionalidade limitada. Embora a qualidade de sono represente uma medida subjetiva que está relacionada com uma percepção individual, de forma geral, esta percepção parece estar relacionada com os benefícios proporcionados por uma boa noite de sono.
O pesquisador Anderson, juntente com a equipe do CEPE, procura verificar a correspondência entre percepção subjetiva do sono mensurada através de questionários específicos e a medida objetiva do sono através da polissonografia em indivíduos sedentários. Para tanto, participarão deste trabalho, 200 voluntários sedentários, de ambos os gêneros com idade entre 18 e 50 anos. Os voluntários serão avaliados através da polissonografia e submetidos à questionários de investigação do padrão e qualidade de sono.


"Dependência de Exercício Físico e queixas de sono em atletas amadores e profissionais
de modalidades esportivas coletivas e individuais do gênero masculino"

O Exercício Físico proporciona inúmeros benefícios à saúde, mas existe um consenso informal que cita alguns malefícios desta atividade. E a dependência de exercício tem sido elencada como um elemento importante a ser determinado dentre esses malefícios. Uma ânsia por exercício físico, e um comportamento incontrolável em praticar esta atividade de forma excessiva, que se manifesta por sintomas fisiológicos (tolerância e abstinência) e/ou psicológicos (ansiedade e depressão) são formas de manifestação desta dependência. E, nesses indívíduos dependentes, quando privados do exercício, facilmente se notam sintomas como irritabilidade, ansiedade, depressão e sentimentos de culpa
Neste estudo, a hipótese trabalhada é a de que atletas profissionais, tanto de modalidades esportivas coletivas e individuais, não desenvolvem dependência de exercício ao contrário de atletas amadores para estas mesmas modalidades. A questão proposta pelo aluno Vladimir e a equipe do CEPE é a de verificar o grau de dependência de exercício nestas duas classes de atletas (profissionais e amadores), e verificar quais fatores induzem a esta dependência, se simplesmente o fator prazer pelo esporte, ou os níveis de condicionamento físico e fatores relacionados à fama e questões financeiras (reforço positivo) são os principais indicadores desta dependência.
Desta forma, o objetivo do presente estudo é o de verificar a existência ou não da dependência de exercício e queixas de sono em atletas profissionais e amadores de modalidades esportivas coletivas e individuais do gênero masculino.


"Dependência de Exercício Físico e queiixas de sono em atletas amadores
de modalidades esportivas coletivas e individuais"

Atualmente inúmeras pesquisas científicas têm como tema o exercício físico, devido ao papel e aos benefícios que este pode trazer quando bem programado e realizado. Quando realizado de maneira moderada e regularmente, além de associar-se ao bem estar físico e psicológico, pode prevenir acidentes cardiovasculares, obesidade e muitas doenças resultantes desta, ajudando ainda, no controle ponderal e na diminuição de sintomas de ansiedade e depressão. No entanto, sabe-se que por ser uma atividade muito apreciada por grande parte da população, a prática de exercício físico pode ocasionalmente transformar-se em um comportamento compulsivo, tornando-se um fator prejudicial à saúde e criar níveis de dependência. Apesar do exercício físico ser visto como um comportamento que promove benefícios fisiológicos e psicológicos, alguns estudos referem que o exercício praticado de forma excessiva pode afetar negativamente um indivíduo tanto na esfera física como na esfera psicológica. E mesmo considerando os benefícios desta atividade, existe um consenso informal de que a prática excessiva de exercício físico pode desencadear efeitos negativos, como lesões musculares, síndrome do overtraining e a dependência de exercício físico.
A hipótese trabalhada nesse estudo é que atletas de modalidades esportivas coletivas e individuais do gênero feminino podem desenvolver dependência de exercício físico em níveis distintos, e que as modalidades individuais podem apresentar escores mais elevados, particularmente por considerar o aspecto social envolvido na modalidade coletiva e abolida na individual. A questão proposta é a de verificar o grau de dependência de exercício em atletas amadores, e com isso observar quais fatores induzem a esta dependência
Assim, Paula e a equipe do CEPE tem por objetivo verificar a existência ou não da dependência de exercício e queixas de sono em atletas amadores de modalidades esportivas coletivas e individuais do gênero feminino. Para isso, estão sendo estudadas 160 voluntárias, atletas amadoras de modalidades esportivas coletivas (n=80) e individuais (n=80), com idades entre 16 a 40 anos.


"Efeito do exercício físico agudo na função cognitiva: comparação entre
carga retangular e exaustão voluntária máxima"

Dentre as recentes descobertas sobre os benefícios do exercício físico regular e a relação com os diversos processos orgânicos, reside à perspectiva de que esta atividade pode levar á alterações benéficas na função cognitiva. Por outro lado, essa alteração pode ser negativa, sendo essa variação de positivo ou negativo, determinada pela forma com que o exercício físico é conduzido, isto é, qual a magnitude da carga está sendo utilizada, qual a freqüência de realização, que tipo de exercício está sendo empregado (aeróbio, anaeróbio), e que população está sendo submetida a esse protocolo (gênero, idade).
A relação entre exercício físico e cognição é bastante complexa, sendo, até os dias atuais, um desafio. Muito da disparidade encontrada na literatura se deve aos diferentes métodos e técnicas utilizadas para se estudar essa relação e pela diversidade de tarefas cognitivas usadas. Os efeitos do exercício físico na cognição são mediados pela complexidade da tarefa cognitiva e pela duração do exercício, pois o tempo de reação e o nível ótimo de exercício induzindo o alerta poderiam ser inversamente associados a tarefas relacionadas com escolhas. Em geral, testes com exercícios agudos têm demonstrado que existe uma relação em U invertido nos resultados de testes cognitivos. O que significa que existe uma intensidade ótima para um melhor desempenho em atividades cognitivas pós-exercício e que intensidades menores ou maiores diminuem os efeitos positivos sobre a cognição. Considerando a importância do tema, que existem relativamente poucos trabalhos na literatura e os que existem ainda trabalham com uma perspectiva de especulação sobre os reais efeitos do exercício físico na cognição, o presente estudo vem na tentativa de preencher uma lacuna na literatura no que diz respeito aos efeitos do exercício físico agudo. É importante mencionar que a maioria dos estudos investigou populações idosas e atletas, sendo escassos os trabalhos envolvendo uma população jovem. Além disso, não encontramos trabalho algum (senão revisões e meta-análises) que tente correlacionar os efeitos cognitivos causados por exercício agudo de carga máxima e exercício agudo de carga retangular.
Desta forma, Rafael e a equipe do CEPE tem por objetivo investigar a resposta cognitiva de jovens do gênero masculino antes e após um exercício físico agudo, verificando a resposta cognitiva frente a um exercício de carga retangular e um exercício realizado até a exaustão máxima.

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